Como o Design Thinking aplicado a Recursos Humanos melhora a gestão de pessoas

imagem de um grupo ao redor de uma mesa, todos olham para o centro

O design thinking é um processo criativo que estimula a criação de soluções para problemas de forma coletiva, incentivando novas ideias. Agora, como design thinking aplicado a recursos humanos pode se tornar uma boa estratégia?

Pensando na vivência do colaborador, e em formas de criar experiências positivas para eles, alinhar uma estratégia que visa a inovação e tem foco na experiência humana, com um setor voltado exclusivamente para cuidar dos interesses das pessoas, tende a ser uma ótima forma de ampliar os resultados de um negócio.

Segundo o relatório Future of RH 2020, da KMPG, o desing thinking já é um método utilizado por 46% das lideranças para agregar valor em suas empresas, e, por meio dessa estratégia, a área de RH consegue melhorar a vivência dos profissionais ao entender suas expectativas, e ainda criar experiências únicas para candidatos. 

Apesar dessa ser uma abordagem criativa e inovadora, que tem se fortificado como uma boa forma de solucionar problemas e estimular a colaboração na gestão de pessoas, ainda é um método consideravelmente novo, por isso, reunimos neste conteúdo informações essenciais sobre o assunto. Aqui você aprenderá:

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Aproveite a leitura!

O que é design thinking?

Design thinking, que em tradução para o português significa o modo de pensar do designer, é uma abordagem criativa, que busca solucionar problemas de forma colaborativa, utilizando o modo de pensar do design para encontrar soluções possíveis e inovadoras.

Dentro das organizações, o design thinking ajuda na busca por novos conhecimentos, sendo utilizado pelo setor de Recursos Humanos para entender as experiências dos colaboradores.

Essa abordagem é focada na experiência humana, e a partir do ponto de vista do designer ampara-se na criação de produtos, serviços e estratégias que tornem a experiência de colaboradores, candidatos, gestores e clientes a melhor possível.

Onde surgiu o conceito de design thinking?

O conceito de design thinking surgiu na década de 1970, quando o professor Robert H. McKim publicou o livro  “Experiences in Visual Thinking”, onde propôs que o raciocínio fosse impulsionado se baseando em um modo visual do pensamento, fundamentado em três elementos: ver, imaginar e desenhar.

Na década seguinte, o design thinking se fortaleceu graças ao trabalho do professor Rofl Faste, que promoveu a abordagem em cursos que buscavam desenvolver as habilidades inovadoras dos estudantes, por meio do mapeamento das necessidades humanas e do entendimento de que o corpo e a mente influenciavam a criatividade.

Por algum tempo o design thinking foi considerado apenas uma abordagem ligada a mudanças de pensamentos e criação de soluções, mas, por volta de 1991, os professores da Universidade de Stanford, David Kelley e Tim Brown, se uniram e fundaram a consultória IDEO, onde o conceito de design thinking  se fortaleceu como metodologia.

Se você deseja se aprofundar no assunto, a leitura do livro “Desing Thinkin — uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias”, de Kelley e Brown, é obrigatória.

Quais os objetivos da metodologia de design thinking?

imagem somente dos braços de colaboradores, eles estão apoiados na mesa

O principal foco do design thinking é entregar soluções de qualidade, que tenham uma boa base e sejam desenvolvidas de forma colaborativa e empática.

Um processo que busca mapear as experiências e visão de mundo das pessoas, com o intuito de produzir boas experiências e insights, contribuindo na resolução de problemas cotidianos.

Essa metodologia combina dados e direcionamentos, pessoas e tecnologias, métodos e ideias, e torna algo que era basicamente operacional em uma estratégia, capaz de mudar o comportamento e o desenvolvimento de um negócio. 

Outros objetivos dessa abordagem são:

  • tornar projetos complexos mais eficientes;
  • possibilitar a criação de soluções inovadoras;
  • e identificar e investigar problemas, em todos os níveis operacionais.

Como o design thinking pode ser aplicado ao RH?

Por ser uma metodologia que busca estimular pensamentos inovadores e soluções, o design thinking aplicado a Recursos Humanos tende a ajudar os gestores a atender as necessidades de todos os seus colaboradores, principalmente por se tratar de uma abordagem colaborativa.

O design thinking pode ser aplicado ao RH por meio de planos de ações para melhorar o engajamento, e diversos indicadores negativos, como turnover e absenteísmo, além de ser uma excelente ferramenta para a comunicação interna das empresas, capaz de melhorar a produtividade das empresas

Como funciona o design thinking aplicado a recursos humanos na prática?

O design thinking aplicado a Recursos Humanos é uma estratégia inovadora, que auxilia o setor a mapear as experiências individuais de cada profissional, a fim de identificar os melhores perfis para cada área da empresa.

Aplicando essa metodologia, o RH consegue realizar inúmeras mudanças positivas na cultura da empresa, principalmente quando alinha a outros aspectos importantes de transformação, como lideranças ativas, feedbacks constantes, tolerância às falhas, e outros fatores que estimulem a mentalidade inovadora dos colaboradores

Quais as etapas do design thinking aplicado a recursos humanos?

Imagem de um grupo de pessoas, sendo o único homem no centro, duas mulheres ao lado direito e uma ao esquerdo. Eles estão afrente de uma parede de vidro com postits

Para que esse método seja aplicado com sucesso, o RH deve seguir cinco etapas básicas:

Imersão

A fase da empatia e imersão retrata o momento em que o RH se dedica a identificar situações com tendências problemáticas na empresa.

Nessa etapa, o comportamento de cada colaborador é observado, e usando o design thinking aplicado a Recursos Humanos, os problemas que afetam o clima organizacional são avaliados de forma empática, a fim de identificar as motivações de situações desfavoráveis.

Dica: Realizar uma análise SWOT, para mapear as ameaças, oportunidades, fraquezas e forças da empresa, e coletar feedbacks dos clientes e colaboradores, para conseguir uma visão mais ampla de possíveis problemas.  

Definição

Depois de conhecer os cenários, é hora de iniciar a criação de soluções, e para isso o RH deve definir qual o problema, como solucioná-lo e de que forma o design thinking consegue ajudar a resolver a questão.

Nessa etapa o RH avaliará questões como desmotivação, baixo desempenho, faltas injustificadas, e outros pontos que demonstram algo errado na harmonia do ambiente. Uma boa forma de identificar esses pontos, é realizando pesquisas de satisfação com os funcionários.  

Idealização

Na fase de idealização, o RH, em conjunto com os gestores e equipes, começam a desenvolver ideias de forma compartilhada, de modo a encontrar uma boa solução para o problema identificado.

Para estimular a geração de ideias inovadoras, servindo de auxílio na elaboração de sugestões de soluções práticas, pode-se adorar as seguintes formas de geração de ideias:

  • brainstorm;
  • brainwriter;
  • worst possible idea;
  • e SCAMPER. 

Dica: Verificar insights. As técnicas de big data podem ajudar nessa verificação, tornando o processo mais eficiente.

Prototipação

Depois de reunir um bom número de sugestões de soluções, é chegada a hora de decidir qual ideia será colocada em prática, ou seja, nesse momento a solução passa a se materializar.

Esse é o ponto em que o design thinking se torna algo físico, sendo função do RH criar formas de aplicar as novidades na empresa. Nem sempre uma única ideia é considerada, sendo necessário experimentar e avaliar qual é mais eficiente na resolução de uma questão específica.

Testes

O teste é a última fase do método de design thinking aplicado a recursos humanos, e é nessa etapa que o setor de RH consegue de fato verificar se as ideias criadas realmente se tornaram boas soluções para os problemas.

Para que o RH de fato identifique os resultados de uma nova estratégia, coletar feedbacks, realizar testes, ou verificar relatórios de desempenho, podem ser formas de determinar a eficiência ou ineficiência das ideias, na prática.

Implementação

A última etapa do design thinking aplicado a recursos humanos é tornar o que foi uma ideia em prática. Depois de avaliar, prototipar e testar, um projeto que se mostra eficiente, o último passo, e sem dúvida o mais importante, a implementação.

Nesse momento, o RH só pode esperar que o novo sistema realmente funcione e seja positivo nas ações do time.

As etapas não são lineares

Apesar de as etapas do design thinking serem apresentadas seguindo a ordem: imersão, definição, idealização, prototipação, teste e implementação; é importante dizer que nem sempre essas fases serão feitas de forma linear.

Pode acontecer de um líder determinar que a definição do problema foi tão boa, que um teste possa provar sua efetividade. Assim como um teste pode auxiliar na redefinição de um problema.  Ou então, ao criar um protótipo, surgirem novas ideias, que motivem outros testes ou até mesmo outros protótipos.

Quais as vantagens do design thinking aplicado a recursos humanos?

O design thinking pode ser aplicado em diversos setores de uma empresa, sempre com o auxílio fundamental do RH. Essa abordagem tende a somar inúmeras vantagens em um negócio, dentre elas:

Alta da cultura organizacional

O design thinking é uma ótima solução para empresas que pensam em mudar sua cultura organizacional, pois, com essa abordagem a transparência, diversificação e o engajamento se tornam parte da cultura da empresa, já que todos os colaboradores são estimulados a opinar e criar soluções nos processos do negócio.

Custo-benefício

Ter ideias não custa nada, e estimular uma abordagem que incentive a criação de ideias pode gerar muitas soluções para problemas, sem que a empresa precise ter gastos com isso. O negócio só terá custos ao investir recursos num treinamento de design thinking para os colaboradores. 

Estímulo da criatividade

No design thinking todos são fontes de ideias, e isso acaba estimulando a criatividade dos membros da empresa. Para isso, a cultura organizacional deve ser moderna e com características horizontais, para que todos os colaboradores percebam sua importância no processo criativo da organização.

Maior assiduidade

Apesar de a assiduidade fazer parte do contrato de trabalho e ser uma obrigação contratual, muitos funcionários se tornam inconstantes em suas funções, por não se sentirem valorizados ou engajados em suas funções.

Por meio do design thinking aplicado a recursos humanos, os colaboradores se tornam mais engajados em suas funções, graças ao sentimento de valorização que a abordagem causa.

Redução do turnover

Um processo de recrutamento e seleção não é nada barato, e quando o turnover da empresa é alto, isso prejudica o desempenho da empresa e também a saúde financeira da mesma.

Para combater esse problema, ter métodos eficientes de motivação, engajamento e estímulo do potencial humano, pode ser uma forma de manter os talentos captados felizes, e profissionais satisfeitos permanecem na empresa.

O design thinking permite que o RH mostre ao colaborador o quanto ele tem valor, principalmente quando as ideias desse profissional são ouvidas e aplicadas como soluções na empresa, por isso, uma das vantagens dessa abordagem é a redução do turnover.

E desvantagens?

Apesar do design thinking estimular o pensamento “fora da caixa”, estimulando novas ideias nas empresas, é importante considerar que a abordagem ainda é nova, e como todas as novas estratégias, pode apresentar algumas desvantagens no processo de implementação.

Funcionários não habituados a partilhar suas ideias, podem estranhar a mudança de cultura organizacional no primeiro momento, por isso, o RH precisa preparar bem os colaboradores para as novidades. 

Outra desvantagem do método é o desgaste emocional que ele pode propiciar, pois, algumas pessoas podem se sentir pressionadas a ter ideias, e até mesmo a criar um ambiente de perfeição, e isso pode acarretar em um  resultado contrário do que se esperava do design thinking em recursos humanos.

Como a tecnologia auxilia no design thinking para RH?

imagem de um grupo de executivos, todos trajando terno, olhando para os computadores

Analisando que o design thinking está diretamente relacionado ao desenvolvimento de novas visões e soluções, ter essa abordagem aliada a tecnologia pode se tornar uma estratégia que além de fortalecer as experiências dos colaboradores, é capaz de ampliar os resultados competitivos do negócio, alinhando bons resultados às melhores tecnologias do setor.

O design thinking pode ser aplicado para que o RH seja mais eficiente em suas atividades. Ou seja, usando essa abordagem a pesquisa por novos aplicativos e tecnologias para o controle de ponto, novos métodos para os processos de recrutamento e seleção, entre outros, se torna mais prática.

Usando a tecnologia, o design thinking aplicado a recursos humanos pode fortalecer:

  • o design organizacional — reestruturando o funcionamento da organização;
  • o engajamento dos colaboradores — utilizando pesquisas mais direcionadas;
  • a aprendizagem — por meio de novas abordagens de ensino para os funcionários;
  • o analytics — fortalecendo a análise de dados, se baseando nas melhores soluções do design thinking;
  • a formação e digitalização do RH — compreendendo a era digital, o machine learning e outras ferramentas digitais, como sistema de controle de ponto da Pontotel, para a empresa;
  • dentre outras ferramentas.

Quais são os resultados esperados com o design thinking aplicado a recursos humanos?

Ao ter o design thinking aplicado a recursos humanos, os resultados esperados são mais empatia e engajamento dos colaboradores, otimização nos processos da empresa e mais qualidade dos produtos e serviços.

Engajamento da equipe

Quando o RH utiliza o design thinking como estratégia na gestão de pessoas, a postura da empresa se torna mais empática e humana, e os colaboradores são vistos de forma fundamental no crescimento do empreendimento, isso reflete no engajamento da equipe, que passa a trabalhar com mais afinco, por se sentir importante para o negócio.

Otimização e eficiência em processos

A otimização dos processos da empresa é um reflexo inevitável após a implementação do design thinking aplicado ao RH, principalmente porque com uma equipe mais engajada, a produtividade tende a aumentar, e isso reflete diretamente na otimização e eficiência dos serviços. 

Melhor qualidade dos serviços

Ter o design thinking aplicado a recursos humanos torna a realização de mudanças mais assertivas, o que reflete automaticamente na produção e qualidade dos produtos e serviços oferecidos, que tende a melhorar significativamente.

Conclusão

O design thinking aplicado a recursos humanos pode ser benefícios de inúmeras formas para a gestão de pessoas em uma organização, pois, usando essa abordagem a colaboração e a criatividade dos profissionais é estimulada, e soluções inovadoras são desenvolvidas.

Essa metodologia é focada na experiência humana, e ajuda os gestores a tornar a comunicação interna das empresas mais eficiente, melhorando o entendimento de questões negativas para o desempenho organizacional, como turnover e absenteísmo.

Para que as soluções necessárias sejam alcançadas, o RH deve se aprofundar nos problemas, identificar suas causas, definir soluções, estimular formas de solucioná-los, materializar essas estratégias, e então, após testar sua eficiência, implementar as melhores mudanças.

Essa estratégia se torna ainda mais eficiente quando alinhada a tecnologias como o sistema do PontoTel, que fortalecem a criação de soluções benéficas para os colaboradores, e principalmente para as empresas.

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