Como Implementar uma Política de Home Office na sua Empresa (Dicas)

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Você já pensou em poder trabalhar diretamente de sua casa ou de qualquer outro lugar que não seja necessariamente na sede de sua empresa?

Hoje em dia, o Home Office já é um modelo de trabalho adotado por diversas instituições, tanto no Brasil quanto em outros países. Mas você sabe o porquê?

Possibilitar que os funcionários realizem suas atividades em outro ambiente traz diversos benefícios não só para os colaboradores, mas também para as empresas em si. E, ao contrário do que muitos gestores pensam, ele não reduz a produtividade, nem mesmo a eficiência dessas atividades.

Enquanto por exemplo, os funcionários podem ter uma maior qualidade de vida e passar menos tempo se deslocando para o local de trabalho, as empresas reduzem consideravelmente seus custos, principalmente em infraestrutura.

E é por isso e por outros fatores que hoje, ter uma política de home office já se tornou uma ferramenta muito atrativa para diversas empresas, especialmente após ele ter sido regulamentado  com a Reforma Trabalhista que entrou em vigor no final de 2017.

Ficou curioso? Então continue lendo este texto que eu vou te contar melhor como diversos países já adotam essa prática em sua rotina, assim como o passo a passo que todas as instituições devem seguir para implantá-lo.

Mas antes, leia abaixo os principais tópicos que serão abordados:

Agora sim, podemos começar.

Home Office é o futuro do mercado de trabalho

Com tantas novas tecnologias surgindo com o passar dos anos, cada vez mais vem se tornando claro como elas estão mudando drasticamente o mercado de trabalho ao redor do mundo.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Linkedin que entrevistou mais de 5 mil profissionais da área de RH em 35 países, atualmente existem 4 fatores que, aliados à essas transformações tecnológicas, estão mudando profundamente a relação entre os funcionários e as empresas.

Esse resultado também mostrou que, mais do que somente saber usar essas tecnologias ou saber ter uma boa gestão de RH, o futuro do mercado de trabalho e das relações entre as empresas e os funcionários está nas pessoas em si. E é dentro desses 4 fatores que se encontra o home office.

Por isso, ao longo deste artigo, além de te ensinar a como implantar o Home Office em sua empresa, eu também irei te explicar todos os benefícios que ele traz para todos os lados envolvidos e o que faz com que ele seja considerado por muitos profissionais como o futuro do mercado de trabalho.

Antes de continuar, dá uma olhada nessa curiosidade:

A revista Exame publicou em fevereiro deste ano uma pesquisa realizada pela consultoria de recursos humanos Randstad sobre a opinião dos brasileiros em relação ao teletrabalho, outro nome que é dado ao Home Office, e estes foram os resultados obtidos:

De acordo com o estudo, 7 em cada 10 brasileiros gostariam de trabalhar em casa ou em outro lugar, mas não encontram essa possibilidade em seus empregos atuais. Além disso, 45% desses mesmos entrevistados também afirmaram que o modelo de trabalho clássico está se tornando mais flexível.

Como justificativa para esses dados, o fundador da empresa especializada em consultorias de e-commerce Dienekes, Renato Oliveira, explicou à revista que uma das principais vantagens do Home Office é o fato das instituições terem um leque muito mais amplo de candidatos que podem ser recrutados, já que eles não precisarão passar grande quantidade de tempo se deslocando e ficando presos ao trânsito.

Além disso, esse modelo de trabalho, para ele, também atrai uma maior diversidade de colaboradores, especialmente pelo fato de que, no Brasil, essa prática ainda não tem grande força.

Apesar dele oferecer diversos benefícios, os quais eu vou comentar em breve, adotar este tipo de trabalho requer muita organização por parte das empresas. “A única forma que temos para avaliar o desempenho de um associado que está trabalhando remotamente é através da entrega de resultado”, afirmou Renato em entrevista.

Por isso, que tal entender melhor como o home office já está sendo implantado em algumas instituições nacionais e internacionais?

Home Office no Brasil e no mundo

Bom, como o próprio fundador da Dienekes afirmou ainda nessa mesma entrevista, um dos benefícios do home office é levar oportunidades de emprego à pessoas que moram em regiões mais distantes.

Segundo um estudo realizado pelo Ibope em 2018, o paulistano leva em média 1 hora e 57 minutos para se deslocar pela cidade diariamente para trabalhar ou estudar. Em 2017, esse tempo médio foi de 2 horas, ainda longe do tempo de 1 hora e 44 minutos registrado em 2015.

Mas afinal, não podemos comentar sobre o home office nos principais países do mundo sem o uso de dados, não é mesmo? Vários estudos já foram divulgados sobre como essa prática está sendo vista no Brasil, então que tal conferir alguns deles?

Em outra pesquisa publicada pelo Ibope em 2018, 53% dos entrevistados relataram que suas empresas não adotam o teletrabalho (51% deles no setor privado e 68% no público), enquanto somente 20% afirmaram que possuem essa possibilidade.

Já a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades, por sua vez, publicou no final de 2018 a última pesquisa feita sobre o cenário do home office no país desde que a Reforma Trabalhista entrou em vigor. Quer saber qual foi o resultado?

O estudo apontou que 45% das empresas que participaram da pesquisa praticam o home office, enquanto 15% ainda estão avaliando se vão ou não implantá-lo. Dentre as empresas que já a adotam, 25% começou a usá-la há menos de 1 ano.

Em relação à pesquisa feita pela mesma instituição em 2016, o número de empresas que começou a adotar essa prática aumentou em 22%. Um número que ainda não é tão significativo quando comparado com a opinião dos brasileiros sobre essa prática e sobre como ela está presente em outros países, assim como veremos a seguir.

De acordo com o relatório  “Trabalhar a qualquer hora, em qualquer lugar: Efeitos sobre o mundo do trabalho” divulgado em 2017 pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), a adesão ao trabalho remoto vem crescendo no mundo todo desde os anos 2000.

Aqui vão alguns exemplos: na França, o percentual de adeptos do trabalho à distância subiu de 7% em 2007, para 12,4% em 2012. Na Suécia, por sua vez, o número de empresas que permite o home office foi de 36% em 2003, para 51% em 2014.

Apesar disso, o estudo afirma que esses dados variam de forma extremamente desigual dentre os 15 países que foram analisados. Em 2017, esses números iam de 2% até 40%.

A baixa adesão dessa atividade no Brasil também foi confirmada pela OIT, assim como também é visto na Índia.

“Nessas duas regiões, o interesse público pelo trabalho à distância tem crescido mais lentamente do que em outros países discutidos. Debates nacionais sobre os méritos e limitações do formato têm sido encorajados relativamente há pouco tempo no Brasil”, afirmaram no relatório.

Por menor que seja o número de empresas que adotem o home office aqui, você deve estar se perguntando se realmente vale a pena implantá-lo. Mas não desanime! Pois eu irei te dar vários motivos pelos quais o teletrabalho é uma ótima ferramenta a ser adotada por sua instituição.

Por mais que eu te mostre diversas pesquisas sobre como o teletrabalho está sendo implantado em algumas empresas, nada deixa mais claro se vale a pena adotá-lo do que relatos de funcionários e instituições que já estão passando por essa experiência.

Benefícios deste modelo de trabalho

Se você chegou até aqui, com certeza quer saber mais sobre todos os benefícios que o home office oferece.

Por isso, eu irei comentar a seguir as principais vantagens que esse modelo de trabalho possui, uma vez que, com ele, tanto os os funcionários quanto as contratantes saem ganhando.

Redução de Custos

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A primeira vantagem que eu vou mencionar é uma das mais importantes, especialmente para as empresas: a redução de custos.

Como pode-se imaginar, se uma instituição não obriga que seus funcionários tenham que trabalhar diretamente de sua sede, ela não terá a necessidade de gastar uma alta quantidade de dinheiro em um espaço destinado à realização dessas atividades.

Afinal, todos sabemos que não é barato manter um local de trabalho junto com todos os outros gastos que ele traz, como sua manutenção, com a compra de equipamentos, com as contas de água e energia e com móveis por exemplo.

Além disso, os funcionários também saem ganhando, uma vez que não precisam gastar tempo diariamente com o transporte público ou até mesmo ter gastos financeiros com seu próprio veículo para se deslocar até a empresa.

Isso também é um ótimo benefício pois, na maioria das vezes, o percurso a ser realizado acaba sendo longo e distante de onde mora, e pode acabar influenciando em sua produtividade.

Aumento da produtividade

Além da redução de custos, não precisar se deslocar até o escritório permite que os funcionários não passem uma grande quantidade de tempo no trânsito, e isso traz outro benefício como consequência: o aumento de sua produtividade.

Afinal, essa locomoção gera muito desgaste para os colaboradores, e faz com que muitos já cheguem ao local de trabalho com a sensação de cansaço e se sentindo improdutivos.

Por isso que, com o home office, o funcionário pode ter um descanso maior por evitar a realização desse percurso além de poder realizar suas tarefas em um ambiente que lhe seja mais confortável e silencioso, de acordo com suas preferências.

Dessa forma, além de ter uma maior qualidade de vida e permitir que o colaborador tenha mais tempo ao lado de sua família ou para praticar atividades de lazer, a política do teletrabalho também reduz, consequentemente, outros fatores que podem prejudicar uma empresa, como o absenteísmo.

Um ambiente mais confortável e menos estressante aumenta a qualidade de vida de todo colaborador, e permite que ele desenvolva melhor suas ideias e atividades.

Outro benefício que é visto no home office é que todos os funcionários que exercem esse modelo possuem os mesmos direitos dos que não realizam, e é sobre isso que vou falar a seguir.

Direitos iguais para trabalhadores remotos

Este tópico merece uma atenção especial, já que, para explicá-lo, eu preciso citar como as regras do home office estão estabelecidas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Você sabia que, antes da Reforma Trabalhista, a única legislação específica sobre o trabalho remoto só havia sido criada em 2011?

Foi somente com a nova legislação que o art. 6 da CLT foi atualizado, e estabeleceu que os colaboradores que realizam o teletrabalho possuem os mesmos direitos dos que não adotam essa prática.

Confira abaixo a lista com alguns desses direitos iguais que esses funcionários possuem:

  • Registro em Carteira de Trabalho, informando a data da admissão, a natureza do trabalho, o salário e a forma de pagamento;
  • Férias;
  • 13° salário;
  • Recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS);
  • Fornecimento de vale-transporte referente aos dias que o funcionário precisa se deslocar;
  • Auxílio-doença acidentário;
  • Remuneração compatível com sua função, independentemente do local onde o trabalhador presta serviços;
  • Outros benefícios concedidos aos funcionários, como auxílio-creche, plano de saúde, auxílio educacional, etc ou estabelecidos de acordo com a convenção coletiva de trabalho.

Além desses direitos coletivos, as empresas também devem conceder aos funcionários os equipamentos necessários para a realização de suas atividades, já que ele não tenha que arcar com os custos que devem ser de responsabilidade da contratante.

Eu irei comentar melhor sobre esse assunto daqui a pouco. Por enquanto, vamos continuar falando de outro benefício visto no home office, que envolve o controle de jornada dos colaboradores.

Controle de jornada alternativo

Outra mudança que foi vista após a Reforma foi em relação ao controle de jornada dos funcionários, já que a lei de 2011 não previa a distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador ou à distância, inclusive no controle da jornada de trabalho.

Agora, a lei trabalhista nº 13.467, que alterou o artigo 62 da CLT, estabeleceu que o limite de 8 horas diárias ou 44 horas semanais não se aplica ao trabalho remoto, e também acaba retirando, consequentemente, a necessidade do pagamento das horas extras.

Como justificativa, a legislação entende que, em razão da natureza do trabalho, os colaboradores que trabalham no regime remoto podem ser dispensados do controle de ponto. Apesar disso, nada impede que elas façam um acordo com os colaboradores para determinar como esse controle deve ser feito.

Mesmo que não exista essa obrigatoriedade, não se engane ao pensar que não é importante ter um bom controle de ponto para home office. Quer saber porquê? É só continuar lendo!

A importância de controle de ponto home office

Toda empresa pode decidir como organizar a jornada de trabalho dos seus funcionários, seja ela 100% remota; híbrida, quando é dividida entre presencial e à distância; ou somente quando o colaborador necessitar.

Independente do caso, o controle de ponto do teletrabalho é uma ferramenta essencial para que as contratantes consigam comprovar os benefícios dessa modalidade, assim como para ver se os colaboradores estão de fato cumprindo suas tarefas e para avaliar o desempenho de cada um.

Mas qual o melhor jeito de se fazer esse controle?

Atualmente existem diversos sistemas que são responsáveis por fazer esse controle de ponto alternativo, nos quais os próprios funcionários conseguem acessar seus dados e realizar a marcação de seus horários.

Por serem online, esses sistemas são os mais modernos e completos que estão disponíveis no mercado, e podem ser monitorados por diversos aparelhos como celulares ou computadores.

Para saber mais sobre esse tipo de jornada e sobre as outras que também estão disponíveis no mercado, é só clicar no link a seguir e ler o artigo que fizemos em nosso blog a respeito! Acesse: Quais São as Melhores Formas de Controle de Jornada de Trabalho.

Como implementar boa uma política de home office

Se você leu até aqui, com certeza conseguiu entender melhor todos os benefícios que o home office proporciona tanto para as empresas quanto para os funcionários. Mas eu não posso continuar este artigo sem antes explicar qual a melhor forma de implementá-lo.

Por isso, eu separei a seguir alguns itens e regras que todas as instituições devem ficar atentas caso decidam adotá-lo. Antes de começar, contudo, quero te fazer uma pergunta: você sabe quem tem o direito de realizar o trabalho remoto?

Quem pode trabalhar de casa?

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Eu comentei mais acima que todos os funcionários que realizam esse modelo de trabalho possuem os mesmos direitos dos que não o adotam. E é por isso que a resposta deste tópico acaba sendo bem simples.

De acordo com a legislação, todos os colaboradores que trabalham em uma mesma área têm o direito de trabalhar em regime de home office caso a contratante opte por usá-lo.

E é por esse motivo que acaba se tornando  extremamente importante que os gestores orientem os profissionais em relação às atividades que deverão ser exercidas, para que evite o surgimento de problemas como a não entrega de resultados, e para assegurar, consequentemente, a produtividade dos funcionários.

Equipamentos necessários

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Um bom home office vai muito além do que simplesmente ter um bom pacote de internet. Para que os funcionários consigam realizar suas tarefas com a mesma qualidade que teria se estivesse na sede da empresa, outro item essencial é o equipamento que será necessário.

Apps que não podem faltar

Quando um funcionário está no home office, é preciso que consiga realizar todas as atividades e ainda compartilhar com o restante da equipe o trabalho feito, certo? Por isso é imprescindível alinhar com o time os aplicativos necessários no dia a dia. Além de aumentarem a produtividade geral, as ferramentas certas podem até garantir uma visão geral e controle dos custos da sua empresa.

Antes de que ele seja liberado para o home office, a contratante precisa disponibilizar todas as ferramentas e softwares que ele irá precisar (como fones, computadores ou câmeras), que irão variar conforme o cargo exercido e a própria área de atuação da contratante.

Saúde, segurança e ergonomia

Além de ser responsável por garantir todos os direitos estabelecidos pela CLT e os equipamentos necessários para as atividades exigidas, as empresas também são obrigadas a garantir a saúde, segurança e ergonomia de seus funcionários. Mas você sabe como isso é feito?

De acordo com a legislação, todas as empresas devem organizar duas normas regulamentadoras, elaboradas pelo Ministério do Trabalho, responsáveis por estabelecer as condições básicas sobre saúde e segurança dos funcionários: o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA), e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), os quais eu vou comentar melhor em seguida.

O PPRA é estabelecido pela Norma Regulamentadora n9 (NR-9), e tem como objetivo cuidar da saúde e da integridade dos empregados, levando em consideração as ameaças que possam existir nos locais de trabalho.

Ele enumera agentes físicos, químicos e biológicos que, em razão da sua natureza, concentração, intensidade ou tempo de exposição, podem causar danos à saúde do colaborador.

Já o PCMSO, por sua vez, é previsto na Norma Regulamentadora n7 (NR-7), e visa promover e preservar a saúde dos empregados, “considerando as questões incidentes sobre o indivíduo e o coletivo de trabalhadores, privilegiando o instrumental clínico-epidemiológico na abordagem da relação entre sua saúde e o trabalho”.

Ele possui um caráter preventivo, por possibilitar o rastreamento e o diagnóstico de possíveis danos à saúde, como doenças profissionais ou danos irreversíveis em decorrência da função exercida.

Por fim, a Norma Regulamentadora 17 estabelece que o empregador é responsável por realizar a análise ergonômica do posto de trabalho. Caso o ambiente seja considerado impróprio, a empresa deverá trocar o mobiliário e o que mais for necessário para o conforto ergonômico do funcionário.

Segurança da informação dos dados da empresa

Outra preocupação que com certeza surge entre as empresas quando o assunto é home office, é sobre disponibilizar todos os dados e informações importantes para que sejam acessados remotamente pelos funcionários. Um dos riscos nesse caso é em relação à segurança dessas informações.

Você sabe como as contratantes devem agir nesse caso para evitar o surgimento de problemas como o vazamento de dados confidenciais?

Para preservar tanto as informações das empresas quanto as de seus clientes, é importante que as contratantes saibam quais dados podem ou não serem disponibilizados para o home office. Após esse filtro, existem diversas ferramentas que podem ser utilizadas como solução, como por exemplo:

  • Criptografía de dados;
  • Firewall/proxy para barrar o acesso;
  • Controle dos dispositivos utilizados remotamente;
  • Proteção contra códigos maliciosos;
  • Conexões seguras;
  • Conscientização dos funcionários.

Dentre todos os itens acima, na criptografia, por exemplo, um código é dividido em duas partes distintas, sendo uma delas pública (repassada entre quem se comunica) e outra privada (que é exclusiva de quem recebe a mensagem). No caso de tentativa de interceptar o acesso, os códigos se embaralham, o que acaba impedindo que sejam decifrados.

Acompanhamento da performance

Você em algum momento ao longo deste texto se perguntou como é possível acompanhar a performance e desempenho de cada funcionário?

Além desses itens poderem ser verificados por meio da entrega de resultados por meio do uso de diversas tecnologias, existem outras alternativas que também ajudam os gestores a terem essas respostas.

Além de garantir que os funcionários tenham os equipamentos necessários e um bom ambiente de trabalho, as contratantes podem promover reuniões informativas presenciais com uma certa frequência, para reforçar a relação entre ela e os contratados, além de poderem verificar pessoalmente essa entrega de resultados.

Para isso, é essencial garantir uma boa comunicação entre as partes, que deve ser clara e eficiente a todo momento.  Ferramentas como o Skype ou o Hangouts servem como forma de garantir essa comunicação sempre aberta.

Ao utilizar a internet como aliada, dessa forma, manter o acompanhamento da performance fica muito mais fácil, assim como garantir a motivação de todos os colaboradores e aumentar a confiabilidade no sistema home office.

Alinhamento de expectativas

Este item envolve alguns dos anteriores como a produtividade no home office e o acompanhamento da performance. Toda empresa que cogitar em adotar o teletrabalho deve, antes de tudo, deixar claro o que elas esperam de seus funcionários.

Se você pretende adotar a política do home office na sua empresa, deve fazer o alinhamento entre as  expectativas da empresa em relação à função que será exercida.

Como exemplo, é importante deixar claro todas as regras. Questões como se é preciso estar conectado o tempo todo, quanto tempo de almoço e lanche, se será possível ausentar-se durante o período de trabalho, assim como explicar em quais dias os profissionais poderão fazer uso do benefício.

Formalize sua política de home office em um documento

Com tantas regras e benefícios, é claro que o home office não poderia ser implementado sem um documento que o formalize. Além desse processo não ser simples, ele exige uma série de cuidados mesmo após a contratação.

Antes de te ajudar a formalizar esse documento, eu preciso reforçar as novas regras desta modalidade de trabalho que foram estabelecidas após a Reforma. Confira as principais abaixo:

  • Empregador e empregado precisam formalizar via contrato todos os gastos relacionados ao trabalho que a pessoa tiver em casa (equipamentos, luz etc);
  • O controle do trabalho é feito por tarefa, e não por hora;
  • O funcionário pode comparecer à empresa para a realização de tarefas específicas;
  • A empresa deve instruir o funcionário em relação às regras de saúde, ergonomia e segurança do trabalho;
  • Como não há o controle de jornada, não deve existir o pagamento de horas extras.

Além dessas informações, vale destacar que o empregador pode fornecer os equipamentos necessários para a realização do trabalho, assim como estabelecer uma forma de controle junto com o funcionário.

Como exemplo, a flexibilidade também está presente nessa modalidade, o que não descarta a necessidade de formalizar cada parte do combinado em um contrato.

Especificações do contrato

Como todo contrato, o documento responsável por formalizar o home office possui algumas especificações que devem ter destacadas por ainda causarem algumas dúvidas tanto entre as empresas quanto entre os funcionários.

Como exemplo, a nova lei estabeleceu que é nele que deverão estar definidas as atividades que serão realizadas, além das condições para aquisição, uso, manutenção ou fornecimento dos equipamentos e infraestrutura para a prestação do trabalho remoto, e o reembolso das despesas arcadas pelo empregado.

Além desses itens, questões como horas extras, cuidados com o sobreaviso e soluções tecnológicas no home office são alguns dos itens que ainda são muito pesquisados acerca de suas regras. Por isso, que tal tirar as dúvidas de cada um?

Hora Extra

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Como eu mencionei algumas vezes ao longo do texto, as empresas não são obrigadas a realizarem o controle da jornada de trabalho por hora de seus funcionários que realizam o home office. Por isso, eles não são obrigados a receberem horas extras por seus serviços.

Entretanto, caso seja feito o acordo entre as partes, e o empregador use ferramentas tecnológicos para controlar a jornada do empregado, pode haver, sim, a possibilidade de pagamento das horas extras ao trabalhador.

Para saber mais sobre como realizar o cálculo da hora extra, nós temos um artigo sobre esse assunto em nosso blog. Clique e acesse: Como Calcular Hora Extra Passo a Passo (Noturna, Sábado, Feriado)

Cuidados com o sobreaviso

É muito comum confundirmos a relação entre o sobreaviso e o home office. Para acabar com as dúvidas, precisamos esclarecer quais cuidados a empresa deve ter com o sobreaviso.

O regime de sobreaviso acontece quando a empresa solicita ao colaborador que ele fique em alerta para seu chamado. Essa regra é estabelecida pela Súmula nº 428 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que diz:

I – O uso de instrumentos telemáticos ou informatizados fornecidos pela empresa ao empregado, por si só, não caracteriza o regime de sobreaviso.

II – Considera-se em sobreaviso o empregado que, à distância e submetido a controle patronal por instrumentos telemáticos ou informatizados, permanecer em regime de plantão ou equivalente, aguardando a qualquer momento o chamado para o serviço durante o período de descanso.

A confusão entre o sobreaviso e o Home Office acontece pois, geralmente, os funcionários que ficam de sobreaviso podem realizar esse trabalho de sua casa.

Soluções tecnológicas no home office

Este tópico é um resumo de todos os que já foram mencionados ao longo do texto, uma vez que, como pudemos observar, é graças ao surgimento de todas as inovações tecnológicas que o home office pode ser implementado de forma simples.

Com essas novas tecnologias, as empresas podem garantir que, além de terem um bom acompanhamento das tarefas de seus funcionários, elas tenham à disposição diversas ferramentas para outras funções, como a proteção de seus dados e um bom canal de comunicação.

Dentre as ferramentas disponíveis para facilitar a implantação desse modelo de trabalho, o Slack é uma ótima ferramenta de comunicação que pode ser usado tanto para conversas individuais quanto em grupos.

Além dele, o Dropbox e o Drive também são softwares que usam o conceito de computação em nuvem para o armazenamento de arquivos e imagens. Por meio de um login e senha, você pode guardar o que desejar e tem a possibilidade de compartilhar os documentos com outras pessoas.

Como todos os arquivos nesses sistemas são criptografados, a segurança deles é máxima. Além disso, os documentos disponibilizados nessas plataformas podem ser editados online, e são atualizados automaticamente.

Pontotel para controle de jornada no home office

Mesmo que as empresas não sejam obrigadas a realizar o controle de jornada de trabalho de seus funcionários que trabalham como home office, para aquelas que decidam ter essa gestão, a PontoTel pode te ajudar nesse processo!

Afinal, ao adotar o regime de teletrabalho é como se a sua empresa estivesse expandindo seu escritório, e é bom ter um controle da jornada até mesmo para o seu colaborador não acabar trabalhando muito tempo mais do que o necessário.

A PontoTel possui um sistema de controle alternativo, que é totalmente online e se tornou o mais moderno e completo disponível atualmente no mercado.

Por meio dele, é possível ter uma gestão completa do ponto de seus colaboradores, permitindo que eles marquem seus pontos à distância com seu próprio celular.  

Além disso, os gestores também têm acesso a um painel de acompanhamento em tempo real, no qual poderão acompanhar informações como horas extras, tempo trabalho, se o colaborador fez sua pausa para almoço. É uma forma de controlar a jornada mesmo à distância.

Conclusão

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Como vimos nesse texto, o home office é uma modalidade de trabalho que já está sendo adotada por diversas empresas ao redor do mundo.

Mesmo que no Brasil ele ainda não seja presente em grande quantidade, ficam claros os diversos benefícios que ele proporciona tanto para as contratantes quanto para os contratados, seja por meio da redução de custos ou pelo aumento da qualidade de vida.

Se você se interessou pelo teletrabalho, e quiser saber mais a PontoTel pode te ajudar a ter um bom controle dele, é só clicar no link a seguir e agende já uma demonstração!

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