Plano de Carreira: Conheça os Diferentes Tipos e Comece o seu Agora

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Em algum momento da sua vida profissional, você parou e se perguntou: onde eu quero estar daqui 5 ou 10 anos?

Se esse questionamento já passou pela sua mente, então saiba que você deu os primeiros passos para pensar em seu plano de carreira.

Até a década de 70, era comum que os trabalhadores construíssem sua carreira profissional na mesma empresa, ou seja, permaneciam no mesmo local até o momento em que se aposentavam.

Atualmente, contudo, esse cenário já mudou, e grande parte dos funcionários buscam construir sua evolução profissional trabalhando em diversas instituições. A conquista de altos cargos, dessa forma, se torna possível a partir da busca constante de melhorar as competências e habilidades desse colaborador.

E é dentro desse contexto que o plano de carreira ganha mais força. Saber aonde se deseja chegar e os caminhos que serão necessários percorrer para alcançá-lo são alguns dos passos essenciais para que esse plano seja feito da melhor forma possível.

Ficou curioso para saber mais sobre o plano de carreira e como executá-lo? Então é só continuar a leitura que eu vou te explicar tudo o que você precisar saber sobre esse tema.

Antes disso, confira abaixo os tópicos que serão abordados:

Vamos começar. Você sabe dizer exatamente o que é  um plano de carreira e para que ele serve?

O que é um plano de carreira? Para que serve?

Para te explicar melhor o que é um plano de carreira, eu preciso que você imagine a seguinte cena:

Pense em um atleta amador que decidiu se inscrever para uma maratona. Como ele ainda não possui muita experiência no esporte, ele precisa dedicar uma grande quantidade de tempo treinando e aperfeiçoando seu condicionamento para que consiga correr na maratona, certo?

Mas, antes disso, como decidir quantos dias deve treinar, qual intensidade e ritmo que deve ter?

Nesse caso, saber onde será a maratona é fundamental, já que fatores como o clima e a própria pista influenciam o desempenho do competidor. Além disso, é preciso ficar atento à data da competição, para que ele consiga organizar os treinos para que atinja o preparo ideal à tempo.

Depois que ele alcançar esse objetivo, qual será seu próximo? Uma maratona de maior prestígio ou outro tipo de competição que envolva outro esporte?

Todos esses questionamentos que levantei fazem parte do plano de carreira. Ele funciona como uma ótima ferramenta para que tanto o funcionário possa progredir profissionalmente, quanto para que as próprias empresas possam planejar as metas que desejam alcançar.

A palavra “carreira” tem sua origem no latim medieval via carraria, que significa estrada rústica para veículos. Entretanto, ela só começou a ser usada para se referir à trajetória profissional de uma pessoa no século XIX,  mais especificamente sobre uma profissão que progride em etapas.

Por isso, eu posso definir o plano de carreira como um conjunto de metas e caminhos bem definidos que servem como um guia de crescimento profissional. Mas afinal, para que ele serve?

Bom, de acordo com a empresa britânica de RH Personal Career Management, responsável por fornecer programas de coaching de carreira, ele permite que tanto o colaborador quanto a contratante “assumam proativamente o controle de sua carreira a fim de garantir o alcance de seus objetivos profissionais e pessoais”.

Além disso, ele possibilita que as pessoas tenham uma visão mais clara de questões como onde você está, aonde quer chegar, quando, o por que isso é importante e como fará essa trajetória.

É somente com um plano de carreira claro e bem organizado que você também conseguirá identificar os possíveis desafios, e até corrigir os caminhos que deverá percorrer.

Antes de te contar a importância dele, eu preciso te explicar melhor como funciona a projeção de carreira. Confira o próximo tópico!

O que é projeção de carreira?

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Você se lembra que na introdução desse artigo eu te perguntei se você já pensou aonde deseja estar daqui 5 anos?

Como eu expliquei no tópico anterior, o primeiro passo para criar seu plano de carreira é saber aonde se deseja chegar. O que eu ainda não te disse é o nome que essa etapa recebe: projeção de carreira.

Projetar sua carreira nada mais é do que planejar seu crescimento profissional, saber identificar seu estado atual e definir com clareza e objetividade aonde deseja chegar. Na prática, isso significa colocar no papel suas metas e objetivos de curto, médio e longo prazo.

Por mais que esses objetivos estejam bem definidos, muitas vezes eles não são fáceis de serem alcançados, principalmente se levarmos em conta a competitividade atual do mercado de trabalho.

Por isso, existem diversos métodos que servem como ferramenta para ajudar os profissionais nesse processo. Como exemplo, posso citar o Coaching de Carreira.

Se você nunca ouviu falar nessa expressão, calma que eu vou te explicar.

Coaching é um processo que reúne diversos recursos e que utiliza técnicas, ferramentas e conhecimentos de diversas ciências como a administração, gestão de pessoas, psicologia, recursos humanos e planejamento estratégico.

Seu objetivo é conquistar grandes resultados em qualquer contexto, seja pessoal, profissional, social, familiar ou financeiro.

O coaching de carreira, dessa forma, atua sobre todas as fases da carreira do funcionário: na escolha da profissão, na entrada e desenvolvimento no mercado de trabalho, e em seu aprimoramento profissional.

E é por isso que esse processo se torna um poderoso aliado dos profissionais que desejam crescer e projetar seu futuro com mais assertividade.

Ele auxilia o funcionário a definir seus alvos e construir planos de ações objetivos e centrados nos resultados que ele deseja alcançar, e foca no desenvolvimento de habilidades emocionais e comportamentais para o ambiente de trabalho.

É a partir deste empoderamento proporcionado pelo Coaching que o crescimento profissional e a conquista dos resultados que a pessoa deseja fica muito mais fácil.

Agora que você já entendeu o que é o plano de carreira, eu vou te explicar a importância dele tanto para os funcionários quanto para as empresas.

Qual a importância de se ter um plano de carreira

Imagine que você queira comprar um carro, uma casa ou até mesmo realizar uma viagem. Todos esses itens requerem um planejamento para que sejam feitos, não é mesmo? O mesmo pode ser dito para sua experiência profissional.

Fazer um plano de carreira é fundamental para atingir seus objetivos, seja para a própria empresa ou para o funcionário.

Para o colaborador, ele irá ajudá-lo na busca por novas oportunidades de emprego a partir da melhora de seu currículo e portfólio, além de novas formações e cursos que o levarão para mais perto de seu objetivo.

Já para as instituições, por sua vez, ele serve como uma ótima ferramenta para orientar seus funcionários nas etapas a serem seguidas para que consigam subir na hierarquia profissional.

Dessa forma, os colaboradores saberão o que podem esperar de seu futuro profissional, o que precisarão fazer para se promoverem e quais atitudes devem tomar para desenvolver suas competências e assumirem novos cargos.    

Além disso, é a partir de um bom plano de carreira que a empresa terá uma maior produtividade, além de garantir a retenção de talentos.

Atualmente, existem diversos tipos de planos que podem ser adotados pelas contratantes, mas eu somente vou comentar melhor sobre cada um deles daqui a pouco.

Antes disso, eu preciso comentar sobre um item extremamente importante para a gestão do RH que está relacionado ao plano de carreira. Você sabe qual é?

De olho na política de cargos e salários da empresa

Você já ouviu falar sobre a Pirâmide de Maslow? Ela foi usada como referência pelo departamento de Recursos Humanos por muito tempo sempre quando o assunto era as necessidades dos funcionários.

Seu criador, Abraham Maslow, defendia que todos temos uma hierarquia de necessidades, e que, uma vez que nossas necessidades fisiológicas e de segurança estejam garantidas (base da pirâmide), procuramos em seguida outras como o amor e pertencimento; depois, autoestima e prestígio; e, por fim, autorrealização (topo da pirâmide).

Ele ainda afirma que, caso as necessidades básicas não sejam atendidas, as pessoas dificilmente conseguem se concentrar em outro assunto. E isso pode ser aplicado ao ambiente de trabalho.

Se um funcionário não ganha o suficiente para alimentar sua família, por exemplo, é muito difícil que ele se concentre no trabalho ao invés do problema financeiro que está passando.

Por isso, hoje a maioria das empresas garantem essas necessidades básicas. Algumas até chegam a oferecer outros benefícios que funcionam como atrativos, como refeições à vontade na própria instituição, academias, salas de jogos e salas de descanso.

Uma vez que as necessidades da base da pirâmide foram ultrapassadas, os colaboradores buscam crescimento e realização profissional.

A empresa, dessa forma, precisa acompanhar essa evolução, e fazer uma avaliação frequente do desenvolvimento dos seus funcionários a fim de recompensá-los pelos resultados obtidos.

É dentro desse cenário que entra a política de cargos e salários. Toda empresa precisa  criar políticas claras do caminho que seu funcionário precisa traçar para ter o crescimento da carreira desejado, e essa política acaba ajudando no alinhamento de longo prazo entre as expectativas dos funcionários e da organização.

Mas cuidado! Como existem vários colaboradores que não sabem como essa política funciona, ela deve ser implantada com bastante cuidado, pois o não cumprimento e a falta de conhecimento por parte dos funcionários podem gerar problemas de insatisfação, desmotivação, e altos índices de turnover.

Essa função cabe principalmente ao RH, uma vez que ele é responsável não só por distribuir os benefícios das vagas da empresa, mas também implementar uma política de gestão de carreira, mostrando as oportunidades de crescimento dentro da instituição e como conquistá-lo.

Por fim, essa política também auxilia na definição do plano de carreira, uma vez que proporciona o desenvolvimento profissional e a retenção de talentos.

Além desse, outros benefícios que valem a pena citar são: manter o equilíbrio interno da empresa por meio da lista de cargos, responsabilidades e resultados esperados; e aumentar a produtividade, uma vez que os profissionais entendem que ter seu salário ampliado depende de seus resultados.

Mas afinal, qual o melhor jeito de implementar essa política?

Como implementar um plano de cargos e salários

Antes de mais nada, é importante ter certeza de que todos os chefes e líderes da empresa estão comprometidos em estabelecer um plano de cargos e salários.

A partir disso, existem alguns passos que devem ser seguidos pelos gestores para cumprir essa tarefa com eficiência.

A primeira etapa é identificar todos os cargos e funções que existem na instituição, com a descrição de todas as atividades exercidas. Uma vez que essa lista é feita, o RH precisa fazer a descrição de cada um dos cargos.

Nessa segunda etapa, é necessário listar as competências que são exigidas para cada vaga (nível de escolaridade, experiência, outros idiomas etc), assim como as habilidades necessárias, como bom trabalho em equipe, perfil de liderança e ser comunicativo. Além, é claro, das faixas salariais.

Com essas informações, já é possível ter um retrato de como a empresa é formada, e o RH pode passar para a próxima etapa: montar um organograma para hierarquizar todos os cargos.

Com ele, é possível ver com clareza como vai funcionar a mobilidade de cada colaborador conforme ele for crescendo e, consequentemente, partir para a elaboração do plano de carreira de cada um.

Vale ressaltar que cada promoção deve significar um acréscimo financeiro no holerite, e não apenas o aumento de responsabilidades.

Uma vez que esse plano é elaborado, é hora de mostrá-lo para todos os funcionários. Dessa forma, eles terão uma visão clara do que é necessário para crescer dentro da empresa e como fazer isso.

Se você chegou até aqui, com certeza conseguiu entender melhor como funciona o plano de carreira e seus principais benefícios. Antes de eu te contar mais sobre todos os tipos de planos disponíveis para serem usados, eu te pergunto: você sabe quem pode organizá-lo?

Quem pode fazer um plano de carreira?

Ao longo de todo esse texto, eu foquei o plano de carreira feito pelo funcionário. Mas saiba que ele também pode ser organizado pelas empresas.

Quando a instituição faz esse plano, ela consegue traçar suas metas junto ao colaborador, alinhando suas expectativas e mostrando quanto tempo ele permanecerá em cada degrau da hierarquia.

O problema, contudo, é que hoje em dia não é tão comum ver as contratantes realizando esse plano, especialmente porque é difícil ver um funcionário que permaneça trabalhando no mesmo local por mais de 15, 20 ou 30 anos.

Por isso, o que é mais visto atualmente é o próprio colaborador realizar seu plano de carreira, que também pode contar com a ajuda de um coach para esse processo.

Agora sim, chegou o momento de falar sobre os principais tipos de planos de carreira disponíveis para serem adotados.

Planos de carreiras possíveis

Como eu já mencionei ao longo do texto, diversas atitudes em nossa vida dependem de um bom planejamento e organização para serem alcançados, que envolvem não só o nosso trabalho, mas também questões pessoais.

Por isso, aqui, eu vou citar e explicar os principais planos de carreiras possíveis, que abrangem esses dois lados que mencionei acima. Vamos começar?

Carreira em Y

Na introdução desse texto, eu comentei que antigamente era comum que os colaboradores permanecessem na mesma empresa durante toda sua experiência profissional. O plano de carreira, dessa forma, praticamente não era organizado pelos funcionários.

Com o passar dos anos, esses pensamentos mudaram, e hoje, como eu disse, é muito comum ver pessoas que possuem sonhos profissionais e fazem de tudo para conquistá-los.

Uma dessas formas de realizar essa projeção é com o plano de carreira em Y, no qual o profissional almeja um cargo gerencial ou ser um especialista em uma área técnica da empresa. Para alcançar esse objetivo, o caminho a ser trilhado é do plano de carreira mais tradicional.

A principal característica desse plano é que ele quebra o antigo padrão de crescimento profissional linear que só promovia os colaboradores a cargos gerenciais, e abre a possibilidade para que os técnicos com alto conhecimento desenvolvam ainda mais suas potencialidades.

Mas porque ele recebe esse nome? A letra escolhida faz alusão à geração Y, que busca novos meios de se atingir esse crescimento profissional. Além disso, ela representa uma bifurcação, ou seja, mostra que o funcionário não está condicionado a seguir por apenas um único caminho .

A carreira em Y, desta forma, é mais indicada à pessoas que possuem um perfil mais focado, seja na liderança ou na área técnica.

O próximo exemplo que irei citar, apesar de também ter o foco do crescimento do funcionário, possui algumas características diferentes. Confira abaixo:

Carreira em W

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Apesar do plano de carreira em Y ter sido uma ótima ferramenta para os funcionários que desejavam alcançar cargos gerenciais, o plano em W surgiu como uma alternativa à ele, uma vez que, com ele, o funcionário não precisa escolher apenas entre um cargo especialista ou de gestão, mas sim ter uma posição que abrange um pouco de cada lado.

Neste caso, o objetivo é proporcionar que um profissional possua liderança sem precisar deixar de lado suas especialidades. Em outras palavras, ele traz mais flexibilidade tanto para o empregador quanto para o empregado.

Aqui, o funcionário poderá administrar sua própria rotina e extrair o melhor de cada membro de sua equipe. Apesar disso, nesse plano de carreira, existem apenas dois caminhos que podem ser seguidos: a da área técnica ou a da gerencial.

Enquanto o perfil de liderança exige boa comunicação e uma visão completa, o perfil técnico, por sua vez, exige foco e perseverança.

Dessa forma, um perfil “W” teria melhor capacidade para falar com os dois lados, e, ao mesmo tempo em que se preocupa com as situações mais específicas, também sabe filtrar as informações necessárias à gestão da empresa ou à equipe técnica.

Depois de ter entendido como funcionam esses dois tipos, eu te pergunto: qual a importância do plano de carreira para os funcionários e para as empresas?

Plano de carreira pessoal (de livre iniciativa)

Ao ler o nome desse tipo de plano, é comum que muitas pessoas o confundam com o plano profissional, mas eles são bem diferentes!

Enquanto o profissional está relacionado ao trabalho do funcionário, o pessoal tem como objetivo focar nas conquistas da vida pessoal desse colaborador, que podem ser atingidas por meio de seu trabalho.

Ele pode indicar os bens materiais que a pessoa quer adquirir (carro ou casa, por exemplo), sonhos que quer realizar (como uma viagem para outro país) e estilo de vida que deseja ter  (maior flexibilidade do horário de trabalho, estabilidade financeira, entre outros).

Dessa forma, é essencial que o plano profissional e o pessoal estejam alinhados, uma vez que o segundo depende do primeiro para ser conquistado.

O segundo caso que irei comentar eu já citei nesse artigo, mas vou reforçá-lo.

Plano de carreira proposto pela empresa

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Quando eu te expliquei quem pode fazer um plano de carreira, eu mencionei que hoje em dia ele está sendo mais organizado pelos próprios funcionários, se lembra?

Apesar disso, ainda existem algumas instituições que o organizam, e por isso, eu preciso te explicar os principais planos que elas podem oferecer para seus colaboradores, além dos planos em Y e em W que eu já citei acima.

Confira abaixo:

  1. Plano de carreira em linha

Este primeiro tipo de plano é muito visto em instituições de serviços públicos e nas militares. Nele, o profissional não conta com a possibilidade de mudança de área, uma vez que os cargos e níveis hierárquicos são completamente padronizados.

Por mais que a empresa ainda possa beneficiar o funcionário com promoções, elas só ocorrem em função do tempo de serviço que o profissional tem dentro da organização.

Dessa forma, apesar de não existir a ascensão para outro cargo, quando o funcionário muda suas tarefas, seu salário e benefício também devem ser alterados na mesma proporção que a complexidade das novas responsabilidades.

O segundo caso que irei citar também não possibilita que o colaborador suba de cargo, mas, em contrapartida, possui outro ponto positivo.

  1. Plano de carreira horizontal

Como eu mencionei acima, esse tipo de plano também não possibilita uma ascensão profissional. A diferença, contudo, é que ele é adotado por empresas que não possuem divisões dentro dela, e seus colaboradores se encontram no mesmo nível hierárquico.

Aqui, o processo evolutivo ocorre apenas nas tarefas a serem desempenhadas e nas responsabilidades de cada cargo que o funcionário ocupa.

Já os benefícios, por sua vez, se configuram através de aumento salarial, por exemplo, de acordo com alto nível de desempenho que o colaborador apresenta dentro de suas atribuições.

Por isso, a clareza e objetividade das metas e objetivos é mais forte, para que todos consigam ter clareza dos caminhos que devem ser percorridos para poderem se desenvolver e crescer dentro da empresa.

A possibilidade de alcançar cargos maiores começa a se tornar possível a partir do próximo tipo de plano de carreira.

  1. Plano de carreira paralela

Apesar deste plano ter algumas características iguais aos dois anteriores, aqui, os funcionários têm maiores chances de ocuparem cargos de liderança acabam por seguir um ramo hierárquico separado dos demais.

Como exemplo, eu posso citar instituições que fazem a seleção de trainees, que costumam utilizar esse tipo de plano para orientar seus colaboradores em sua trajetória de desenvolvimento e crescimento.

Agora que já vimos os principais planos oferecidos pelas empresas, o próximo tópico será especialmente sobre a geração Y, que eu citei brevemente quando expliquei o plano de carreira em Y.

Preparação para uma alteração na carreira

A geração Y, como eu citei brevemente, busca novos meios de atingir seu crescimento profissional. Criados em meio às inovações tecnológicas, seus membros são chamados de millennials, e são muito criticados pelas pessoas das gerações anteriores.

O motivo? Como eles cresceram cercados por essa tecnologia, esses jovens se tornaram um pouco dependente delas. Além disso, esse fato também fez com que eles desenvolvessem uma certa ansiedade.

Mas não pense que essa geração só possui características negativas. Os millennials são a geração da criatividade e inovação, movida por uma vontade de fazer a diferença.

Quando observados no mercado de trabalho, demonstram inúmeras vantagens exclusivas de sua geração.

Como exemplo, eles possuem grande habilidade tecnológica por terem crescido com ela; a não conformidade, sempre desejando conquistar mais coisas; e costumam desafiar as estruturas corporativas tradicionais, buscando inovar a dinâmica de trabalho  para que ela seja mais cooperativa e integrativa.

De acordo com uma pesquisa global liderada pelo join.me em 2018, os millennials representarão 75% da força de trabalho no mundo nos próximos dez anos. Agora, será que o mercado de trabalho está pronto para recebê-los?

De acordo com o headhunter da empresa Trend Recruitment Marcelo Luitti, pensando em relação ao plano de carreira e na busca de oportunidades desses profissionais, a resposta para o que essas pessoas buscam no ambiente de trabalho varia de acordo com cada um.

Para ele, existem alguns que já estão buscando estabilidade, o que muitas vezes pode estar relacionado à qualidade de vida, à um bom clima organizacional, e à um plano de carreira estruturado, e principalmente à um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

No outro lado, há profissionais no início de carreira, que buscam um crescimento acelerado, preocupam-se mais com seu próprio desenvolvimento e veem a questão da qualidade de vida sobre outra perspectiva: menos estresse no dia a dia, busca por espaços de descompressão, e valorizam happy hour com seus times, já que são momentos em que podem fazer amigos e não só colegas de trabalho.

Por esse motivo, é comum ver profissionais que mudam de emprego com uma certa frequência. Independente do motivo que o tenha levado a tomar essa decisão, é importante que os colaboradores reflitam sobre os itens a seguir:

  • Defina precisamente qual será seu próximo objetivo;
  • Liste quais serão as consequências dessa decisão;
  • Saiba o que você irá enfrentar até conseguir a vaga de emprego desejada;
  • Avalie os benefícios da mudança;
  • Explore alternativas;
  • Desenvolva seu plano de ação, que pode incluir estratégias de organização do tempo e de suas finanças.

Ainda de acordo com Marcelo, essa geração precisa de um propósito maior e precisa sentir que a empresa se importa com ela.

Caso a instituição invista nessas áreas apenas por investir, sem criar a cultura e motivadores para que seus funcionários as utilizem, isso acarreta rapidamente em um alto índice de rotatividade.

Por isso, o headhunter explica que existem diversas ações que podem ser criadas e rapidamente implementadas para que as empresas se adaptem para receber essa geração.

Aqui vão alguns exemplos: modificar a estrutura física da instituição, investindo nesses espaços de descontração; ter um bom pacote de benefícios, como fretado para a instituição e associação com academias; ter uma boa cultura organizacional; e possibilitar horários de trabalho mais flexíveis, que possibilitam por exemplo outros modelos como o home office.

Bom, até aqui eu te expliquei tudo o que você precisa saber sobre o plano de carreira. Contudo, ainda tem um assunto sobre esse tema que eu não posso deixar de fora: te dar dicas da melhor forma de organizar o seu plano.

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Como fazer seu plano de carreira

Se você chegou até aqui, com certeza sabe como é importante ter o seu plano de carreira e todos os benefícios que ele traz.

Apesar de seu conceito ser simples, é extremamente importante ter cuidado na hora de elaborá-lo, uma vez que é a partir dele que você irá determinar como alcançar suas metas para o futuro.

Por isso, eu preciso separar esse tópico em duas partes: o plano de carreira para os profissionais que estão entrando agora no mercado de trabalho; e o direcionado para os que já estão trabalhando há algum tempo. Vamos lá?

Planejamento para início de carreira

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Assim como eu disse na introdução deste texto, o primeiro passo para elaborar seu plano de carreira é saber quais são os seus objetivos de crescimento.

Para uma pessoa que está começando agora sua vida profissional, essa primeira etapa se torna mais essencial, já que ele estará buscando sua primeira oportunidade de emprego.

Por isso, confira abaixo os principais passos que eu separei que esse profissional deve seguir:

  • Mapeamento pessoal – identifique seus valores, interesses, talentos e o que te motiva;
  • Mapeamento de competências – faça uma lista com todas as suas competências técnicas e gerais;
  • Mapeamento do mercado de trabalho – identifique qual área, cargo e função você tem interesse, e quais serão os requisitos e competências necessários, além dos riscos e oportunidades.
  • Plano de ação – uma vez que você tenha todos os itens anteriores, é necessário estabelecer seus objetivos e prazos. Para isso, faça uma relação entre suas competências e o mercado de trabalho, e determine as ações estratégicas para alcançar suas metas.

Já o plano de carreira para os profissionais que já estão no mercado de trabalho é diferente, e foca em atitudes que melhorem a autoconfiança desse funcionário.

Planejamento para desenvolvimento da carreira atual

Quando um funcionário já trabalha na instituição há alguns anos, e se identifica com os valores, missão e visão dela, é comum que ele comece a pensar em um plano de desenvolvimento de carreira para que alcance cargos maiores.

Contudo, segundo especialistas em desenvolvimento de carreira, alguns profissionais têm mais facilidade em alcançar seus objetivos por uma série de fatores, como serem orientados para resultados; anteciparem soluções; fazerem mais do que é pedido; possuírem visão estratégica e saberem se relacionar com outras pessoas.

Os que já não conseguem realizar esse processo, por sua vez, apresentam dificuldade devido à falta de autoconfiança ou de motivação. Por isso que, abaixo, eu separei algumas dicas de como essas pessoas podem desenvolver seu plano de carreira:

  1. Aumente sua autoeficácia

Ela é a confiança que alguém possui em sua capacidade de fazer, estimulada pelas realizações positivas que a pessoa acumula em sua vida.

Para isso, pense em algum momento de sua carreira onde você teve sucesso em alguma tarefa realizada e que foi reconhecido por tal.

Para que você consiga dar o primeiro passo para pensar em seu plano de carreira, é essencial ver que, se você já conseguiu um emprego e teve sucesso em sua área atual, você tem tudo para conseguir isso em um novo emprego.

    2. Eleve as expectativas dos resultados

A expectativa de resultados é tudo aquilo que esperamos que aconteça em consequência de nossas ações.

Por isso, motivar-se para alcançar maiores e melhores resultados é parte fundamental no processo de planejamento.

    3. Objetivos

Outro ponto essencial é analisar o estado atual de sua carreira, como conseguiu alcançá-lo e quais seus pontos fortes facilitaram essa conquista.

Esses recursos são extremamente importantes para que você consiga chegar ao objetivo final e driblar os obstáculos que podem surgir. A chave é estar preparado para essas dificuldades e saber criar formas de superá-los.

Além dessas duas dicas de como realizar seu plano de carreira, existem outras que podem ser aplicadas para ambos os casos, e que são tão essenciais quanto esses acima. Confira abaixo:

Passo 1: Estabeleça metas realistas (criar metas SMART)

Ter em mente as metas que se desejam alcançar é o passo fundamental que tanto os funcionários quanto as empresas devem ter ao começarem a planejar seu plano de carreira.

Apesar de parecer uma tarefa simples, na prática, esse processo pode acabar apresentando algumas dificuldades, especialmente pelo fato de que essa definição das metas requer muito estudo da área que se deseja conquistar, e o uso de ferramentas e metodologias que o ajudarão nessa busca.

Você deve estar pensando: quais ferramentas existem e que podem ajudar na definição das minhas metas?

Bom, a principal e mais usada é conhecida como metas SMART, uma ferramenta de coaching que auxilia tanto os colaboradores quanto as contratantes nessa definição. Aqui, eu vou focar em como elas podem ser aplicadas para as empresas.

Quando uma meta é traçada, fica claro para uma organização que aquele é o estado ou o lugar que ela pretende alcançar. Mais importante do que saber estabelecer isso de forma clara e objetiva, é entender o que verdadeiramente é uma meta.

De maneira resumida, metas são objetivos quantificados e devidamente especificados. Além disso, elas são temporais e totalmente ligadas a prazos.

No caso das SMART, cada letra desta palavra possui um significado que consegue traduzir corretamente o que é e, principalmente, como deve ser uma meta para uma organização empresarial. Confira a seguir:

  • S

A primeira letra corresponde ao termo em inglês specific. Em outras palavras, uma meta deve ser específica naquilo que quer. Se o objetivo é aumentar vendas, por exemplo, o gestor deve ser prático e objetivo para definir que quer aumentar as vendas em 20, 30 ou 40% em um período determinado período, como 10 meses.

  • M

Aqui, a letra faz referência à palavra measurable (mensurável). Ela quer dizer que é necessário determinar um indicador tangível e com possibilidade de mensuração. Este indicador irá contribuir para que a organização consiga atingir a meta traçada.

No caso do exemplo acima do aumento nas vendas, o principal indicador seria o valor do faturamento durante os 10 meses em cima dos produtos e serviços.

  • A

A terceira letra está relacionada à palavra achievable, que quer dizer atingível ou aquilo que é alcançável. Desejar obter resultados incríveis é o que todos querem, mas o gestor deve ter em mente que as metas devem estar em uma realidade possível.

Vale lembrar que uma meta em vendas, por exemplo, leva tempo e dedicação. Alcançar uma evolução de 100% em cinco meses pode ser complicado para as equipes e também para a empresa.

Portanto, verifique se as metas traçadas são realmente alcançáveis. Caso não sejam, veja quais metas podem ser estabelecidas seguindo o critério das metas SMART.

  • R

O R corresponde à palavra relevant, o que permite entender que as metas precisam ser relevantes para a empresa. Não é interessante criar metas que não façam sentido para as equipes e que não vão gerar resultados positivos dentro da empresa.

  • T

Por fim, o T vem de time. Pensando nisso, fica a ideia de que para toda meta é preciso determinar um tempo para que ela se cumpra. Estabelecê-la sem um prazo não faz sentido, além do fato de que a mesma não será levada a sério da forma que deveria ser levada. Por esse motivo, sempre que uma instituição foi definir uma meta, ela deve estabelecer um prazo, que pode ser cumprido e que faça sentido para os envolvidos.

Uma vez que as metas são definidas, outro item importante é saber acompanhar sua evolução e saber determinar os próximos passos que devem ser tomados para que ela se realize.

Passo 2: Acompanhe a evolução e determine próximos passos

Quando a empresa tem um bom acompanhamento do seu planejamento estratégico, ela garante que suas equipes estão fazendo um bom trabalho, e que estão empenhadas em manter o progresso e com registros adequados para que possam ser avaliados.

Além disso, ter uma forma de acompanhar a evolução de suas metas permite que a instituição mantenha um incentivo contínuo de melhora; e que deixe claro o impacto que esses resultados trazem.

Para que esse acompanhamento seja feito, ele precisa se basear em alguns indicadores que permitem a revisão de processos à medida que a empresa perceba que é preciso modificar algumas de suas atividades durante o processo.

Esse uso de indicadores de desempenho serve para orientar as ações da empresa e de seus membros rumo aos objetivos prioritários do negócio. Eles são a melhor forma de identificar falhas e oportunidades a fim de maximizar os resultados da organização.

Dessa forma, uma das maiores vantagens de acompanhar os indicadores estratégicos, táticos e operacionais de desempenho para a empresa é a facilidade com que se pode tomar decisões.

Uma vez que ela organiza esses dados e os mantém atualizados sobre sua performance, é possível direcionar seus esforços para os investimentos que trarão melhores resultados.

Confira os três principais indicadores abaixo:

  • Indicadores estratégicos

São aqueles relacionados ao planejamento estratégico da organização e demarcam o futuro que se espera para a empresa. Estão ligados à missão e à visão estabelecidas para a companhia.

Enquanto a missão é o seu propósito de existir, e diz os motivos pelos quais ela foi criada, a visão, por sua vez, retrata o que a organização quer ser no futuro.

Esses indicadores são pautados em análises prévias dos cenários interno e externo da organização. Os internos estão relacionados à questões como modelo de negócios, diferenciais que a empresa tem, sua capacidade de inovação e capital intelectual por exemplo.

Já para os externos, são analisados os concorrentes, a situação econômica do país, políticas do setor de atuação, legislações e outras variáveis que impactam as atividades.

Uma boa ferramenta que ajuda no diagnóstico da empresa e na definição dos  indicadores estratégicos é a análise SWOT (Forças, Fraquezas, Riscos e Oportunidades), que identifica onde é necessário melhorar para atingir uma performance maior.

  • Indicadores táticos

Depois de saber o que a empresa quer para os próximos 5 ou 10 anos, o próximo passo é determinar como cada área vai contribuir para que esses objetivos sejam atingidos. Nessa etapa, são identificadas as metas gerenciais, que são de médio prazo.

O planejamento tático corresponde a um plano de ação que deve ser seguido num prazo de 1 a 3 anos, e deve estar completamente alinhado ao planejamento estratégico. Como exemplo, pense que um dos objetivos da empresa a longo prazo é expandir seus negócios da região Sul para a região Sudeste.

No nível tático, deve-se questionar o que pode ser feito para que esse objetivo seja atingido. Primeiramente, é necessário aumentar a produção de modo que ela atenda à demanda, para que em seguida ela consiga contratar uma equipe de vendedores locais; e assim por diante.

A partir dessas ações, também são estipuladas metas e indicadores que permitem acompanhar o desempenho da empresa no nível tático. Com um nível tático que vem cumprindo as metas e esteja alinhado à estratégia, a chance de cumprimento dos grandes objetivos da organização é grande.

  • Indicadores operacionais

Por fim, temos os indicadores operacionais, ou de curto prazo. Eles estão extremamente ligados aos processos e à operação da empresa como um todo.

Os indicadores operacionais são atribuídos às pessoas, ou seja, envolvem cada colaborador da empresa de modo que ele contribua ativamente para os objetivos estratégicos da organização.

Um plano operacional alinhado à estratégia é um forte aliado à sua execução, e garante a conclusão dos planos de médio e longo prazo.

Uma vez que você consiga acompanhar a evolução de suas metas, é hora de ir para o último passo: organizar seu tempo para colocá-las em prática.

Passo 3: Organize seu tempo, prioridades e ponha em prática!

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Por mais que você siga todos os passos que mencionei até agora, ter um crescimento profissional não é algo que irá acontecer sozinho. Para colocá-lo em prática, existem dois itens que são fundamentais nessa última etapa: comunicação e dinamismo.

Uma das dicas que te dou é conversar com profissionais que se encontram nos cargos que você deseja conquistar. Pergunte qual foi sua trajetória até aquela posição, o que ele fez para evoluir profissionalmente e todos os processos por trás disso.

Além disso, outra dica é colocar em prática seu plano de carreira logo na entrevista, discutindo todas as suas expectativas em relação à empresa antes mesmo da contratação.

Para isso, é necessário realizar uma boa pesquisa sobre a área de atuação da contratante; seu organograma; e deixar claro seu desejo de crescer profissionalmente na instituição e o quanto está disposto para isso.

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Conclusão

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Ao longo deste texto, eu busquei explicar a importância de ter um plano de carreira, seja ele feito pelo próprio funcionário ou pelas organizações.

Por te ajudar a estabelecer as metas para atingir seu crescimento profissional, o seu plano deve ser organizado com extremo cuidado. Afinal, as grandes transformações em nossas vidas não acontecem por acaso, mas são fruto de grande trabalho, planejamento e dedicação.

Se você gostou desse texto, dê uma olhada em nosso blog para conferir nossos outros artigos sobre diversos assuntos que envolvem RH e administração de empresas!

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