Descubra quais os efeitos do controle de ponto para empresas terceirizadas

Controle de Ponto para terceirizadoras

Horas extras foi o tema mais frequente nos processos que tramitaram no TST no primeiro trimestre de 2017.

A relação entre empregado e empregador está em constante transformação. A reforma trabalhista, aprovou novos modelos de trabalho, entre eles a terceirização de serviços.  

Entre as mudanças feitas pela nova lei, está a liberação da contratação de profissionais terceirizados para exercer qualquer função dentro das organizações. Apesar dos esclarecimentos, algumas das mudanças referente a terceirização trouxeram uma série de questionamentos para as empresas. Tais como: como controlar horas trabalhadas, administrar horas extras, realizar acompanhamento e mapeamento dos colaboradores terceirizados que atuam na empresa?

De acordo com a legislação trabalhista brasileira, quem deve gerenciar a jornada dos colaboradores é a própria prestadora de serviços. Uma vez que é de responsabilidade dela todas as questões trabalhistas, como pagamento de salários e benefícios.

Mas como controlar a jornada de quem não trabalham in loco?

Esta é uma das principais dificuldades que muitas empresas terceirizadoras encontram para gerenciar suas equipes que trabalham externo. Isso porque até pouco tempo atrás os sistemas de relógios de ponto eram desenvolvidos para serem fixados em um único lugar. Entretanto isso impossibilitava a marcação da jornada de quem trabalha externo ou realiza as atividades home office.

Uma opção muito utilizada por essas empresas para esses colaboradores foi a adoção de livros de ponto. Entretanto para a advogada de direitos trabalhistas, Cecilia Carvalho do escritório Bobrow Teixeira de Carvalho Advogados, a utilização desses modelos de controle de horas é ruim e ineficaz. “Esses modelos de controle de jornada está cada dia mais ficando obsoletos, pois são ineficazes no quesito confiabilidade. Eles são fáceis de fraudar, permite rasuras e informações erradas”, relata.

Por conta desta falta de opção de sistemas eficazes, muitas organizações optavam por não realizar o controle das horas. Mas vale ressaltar que a falta de registro de ponto traz uma série de riscos para empresa.

A legislação trabalhista determina que empresas com mais de 10 colaboradores são obrigadas a fazer o controle da jornada de trabalho por meio de sistemas de controle de ponto, sendo eles: manuais, mecânicos ou eletrônicos.

Segundo relatório emitido pelo TST, os cinco temas mais frequentes nos processos trabalhistas estão relacionados a controle de ponto. No primeiro trimestre de 2017 foram 45.938 processos referente a horas extras já o intervalo intrajornada aparece em 3° lugar com 30.187.

Para a advogada, processos como esses podem ser facilmente evitados quando as empresas adotam sistemas de controle de ponto eletrônicos eficientes. 

Porque adotar um sistema de controle de ponto?

Atualmente existem diversos softwares que facilitam o controle da jornada de trabalho de colaboradores que trabalham externo. São os modernos pontos eletrônicos por aplicativo, que permitem o registro por meio de tablet, celular e computador.

Sistemas como o do PontoTel, estão auxiliando dezenas de empresas no gerenciamento do controle de ponto. Por meio de um aplicativo baixado no celular, o colaborador consegue registrar os horários de entrada, pausa para almoço e saída. Além disso para garantir que o colaborador está registrando os pontos corretamente, o sistema possui 6 medidas de segurança sendo elas: foto, geolocalização, áudio, senha, bina e reconhecimento facial.

O sistema permite ainda que as equipes de recursos humanos façam o acompanhamento em tempo real. Com emissão de relatórios você consegue verificar os colaboradores registados, além de acompanhar toda e qualquer  inconsistência.

Esses relatórios facilitam a rotina das equipes de RH. Afinal é quase impossível controlar manualmente e assegurar que nenhum erro aconteça. Com os aplicativos de ponto esse problema acabou sendo resolvido.

Por Cheron Moura

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