Combatendo o rage applying: veja principais motivos e saiba como o RH pode prevenir a prática
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Time Pontotel 6 de março de 2024 Gestão de Pessoas
Combatendo o rage applying: veja principais motivos e saiba como o RH pode prevenir a prática
O rage applying é um movimento de desistência motivado por frustrações. Descubra as causas e como o RH pode prevenir esta prática.
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O mundo corporativo está cada vez mais dinâmico e desafiador, tanto para empresas como para colaboradores. Uma das práticas que tem ganhado destaque nesse universo é o rage applying. O termo define o movimento de se aplicar para novas vagas de emprego em momentos de raiva ou frustração.

Esta prática se tornou famosa no TikTok e viralizou com vídeos de relatos de funcionários da Geração Z. Para a empresa, o rage applying se relaciona diretamente com a queda da produtividade e o aumento do turnover. Já para o funcionário, pode significar uma oportunidade de mudança movida por uma situação desconfortável. 

O movimento ainda é novo e suas consequências têm chamado atenção de gestores e de profissionais de Recursos Humanos. É importante conhecer este desafio para poder elaborar estratégias para enfrentá-lo. 

Por isso, este artigo explicará as principais motivações do rage applying. Também serão apresentadas medidas e práticas que o RH pode tomar para evitar este movimento de saída por meio dos seguintes tópicos: 

Boa leitura!

O que é rage applying?

homem em frente ao  notebook com expressão de irritado

Rage applying é a prática de procurar novas oportunidades de emprego em razão de uma frustração com o trabalho atual. O termo surgiu no TikTok, viralizou e se tornou comum entre os trabalhadores da Geração Z, os nascidos entre 1997 e 2013. 

O movimento rage applying poderia ser traduzido como “candidatura impulsiva motivada por raiva”. Ele descreve a prática de se candidatar para inúmeras vagas em um curto espaço de tempo. 

O rage applying é sempre movido por uma insatisfação com o ambiente de trabalho atual. Essa insatisfação pode ser motivada por uma discussão com colegas, por conta da pressão do cargo ou por uma discussão com o chefe, por exemplo. 

Vale ressaltar que rage applying é diferente de quiet quitting, outra prática que ganhou destaque e tem sido muito comentada no meio corporativo. Embora os termos tenham relação com insatisfação e frustração, há uma grande diferença entre eles. Veja a seguir a diferença entre os dois movimentos.

Qual a diferença entre rage applying e quiet quitting?

A diferença básica entre o rage applying e o quiet quitting está na maneira de o colaborador fazer a gestão do seu descontentamento. O rage applying é impulsivo e motivado por uma situação que causou raiva ou insatisfação. O quiet quitting é uma reação mais passiva, em vez de tomar medidas imediatas para procurar novas oportunidades o funcionário começa a se desvincular emocionalmente das atividades laborais.  

Os movimentos têm um ponto em comum: eles dão luz à questão da insatisfação no ambiente de trabalho. 

No rage applying, o funcionário toma uma ação por impulso e raiva e se aplica para diversas vagas visando sair da empresa. No quiet quitting, diante da sua frustração, o funcionário decide diminuir suas entregas e fazer menos, o mínimo necessário.

Ou seja, no caso do rage applying, o colaborador está fazendo o máximo para deixar a empresa. No quiet quitting, ele está fazendo o mínimo para permanecer na empresa. 

Porém, em ambos os casos, é preciso entender as razões que motivam o funcionário a aderir à prática. 

Quais são as principais razões para o rage applying?

Conforme revelam os relatos feitos pelos jovens profissionais no TikTok, frustração por uma não promoção, bem como falta de recompensas e desafios, são os motivos mais comuns para o rage applying e a busca por novas oportunidades.

Estes motivos precisam ser encontrados e trabalhados na empresa. A seguir, é possível entender a fundo cada um deles.

Insatisfação com a empresa

A insatisfação com a empresa é uma das razões apresentadas pelos que aderem à prática. Esta insatisfação pode decorrer de uma variedade de fatores que afetam negativamente o funcionário. 

Abaixo estão alguns dos motivos que geram insatisfação com a empresa:

  • Cultura organizacional inadequada;
  • Falta de oportunidades de crescimento;
  • Ambiente de trabalho tóxico;
  • Comunicação deficiente;
  • Condições de trabalho inadequadas.

Falta de reconhecimento

A falta de reconhecimento também é uma razão frequente dos que buscam novas oportunidades em momentos de insatisfação.

O funcionário sente que seus esforços não são reconhecidos quando não tem feedback positivo, por exemplo. Outras atitudes que geram este descontentamento são a remuneração inadequada e falta de abertura para contribuições do colaborador.

Quando o funcionário não se sente reconhecido, ele pode buscar outras oportunidades que vão oferecer este reconhecimento que ele precisa.

Desafios na relação com líderes e colegas

Questões como conflitos interpessoais, ambiente tóxico e falta de suporte de líderes e colegas são apontadas nos relatos. Lideranças autoritárias e que não prezam pela comunicação também incentivam a fuga de funcionários.

Quais são os sinais que indicam o rage applying?

mulher em frente ao notebook com expressão de insatisfeita

Redução do desempenho, baixa produtividade, atrasos, ausências e feedbacks negativos em avaliações internas são sinais de rage applying.

Identificar estes sinais é fundamental para ações assertivas que possam evitar que o colaborador queira deixar a empresa.

Entenda, abaixo, como cada um desses sinais pode ser percebido.

Redução do desempenho e produtividade

Um colaborador descontente pode apresentar queda de desempenho e diminuir a produtividade. Erros frequentes, atrasos na entrega de projetos e atitudes de desinteresse são sinais de alerta.

Mas é preciso atenção, pois a baixa produtividade no trabalho pode estar ligada a outros fatores. Investigar e tentar solucionar as causas é papel dos gestores e do RH. 

Um dos fatores que pode causar queda na produtividade é a desmotivação. Mas fatores como desgaste físico e mental, pressão excessiva, problemas de planejamento e questões com a liderança também não podem ser ignorados.

O enfrentamento deste problema demanda conhecimento sobre as causas.

Frequência de atrasos e ausências

Outra maneira de identificar o rage applying é por meio da frequência de atrasos e ausências de colaboradores. A falta de compromisso com o horário de trabalho acordado pode ser um forte indício de que o funcionário está insatisfeito. 

Este fenômeno, também conhecido como absenteísmo, pode ser medido e acompanhado por meio do controle de ponto online

Feedbacks negativos em avaliações internas

As avaliações internas são uma ferramenta excelente para identificar problemas internos. Colaboradores que estão experimentando o rage applying tendem a expressar suas frustrações de maneira mais evidente.

As críticas ao ambiente, aos líderes e aos colegas de trabalho são um forte indício da prática de se aplicar para vagas por insatisfação.

Com estas informações em mãos, o RH tem formas de combater a prática e garantir satisfação e bem-estar dos colaboradores.

Como o RH pode ajudar a combater o rage applying?

Para combater o rage applying, o RH precisa adotar medidas práticas. Realizar avaliações internas, implementar políticas de bem-estar e revisar as políticas de remuneração e benefícios são apresentadas como as mais importantes.

O departamento de Recursos Humanos é fundamental no combate a esta prática. Ele deve ser responsável por tornar o ambiente de trabalho mais saudável e satisfatório, a fim de motivar e reter colaboradores.

Abaixo estão algumas dicas que auxiliarão o setor de RH na missão de criar um ambiente de trabalho melhor.

Realizar avaliações de engajamento e satisfação

Uma das medidas recomendadas é a implementação de pesquisas regulares de engajamento e satisfação

Nestas pesquisas, o RH pode identificar áreas de insatisfação e oportunidades de melhorias, tornando-se capaz de identificar e combater problemas que poderiam ocasionar o rage applying.

Implementar programas de bem-estar

É função do RH garantir iniciativas que promovam o bem-estar dos colaboradores. Implementar medidas para garantir o work-life balance dos funcionários, por exemplo.

Também é importante fornecer ferramentas para reduzir os níveis de estresse e pressão no trabalho. Estas iniciativas podem garantir uma queda nos níveis de frustração e descontentamento dos funcionários.

Revisar políticas de remuneração e benefícios

As políticas de remuneração e benefícios precisam ser transparentes e justas para os funcionários. 

Essas políticas devem caminhar com programas de reconhecimento e incentivos por desempenho. 

Quando implementadas, elas garantem que o colaborador se sinta valorizado e motivado para permanecer na empresa.

Conclusão

É importante que as empresas garantam qualidade de vida, remuneração adequada e ambiente saudável para os funcionários.

O surgimento do rage applying representa um fenômeno preocupante para empresas e colaboradores. O seu combate é uma responsabilidade que deve ser compartilhada. Lideranças e RH precisam reconhecer e enfrentar a prática.

Para isso, é fundamental promover espaços de diálogo, fornecer suporte emocional e garantir o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal

O combate ao rage applying traz consigo alguns benefícios. A cultura organizacional se fortalece e o turnover diminui. Assim, é possível criar um ambiente de trabalho que seja saudável, produtivo e satisfatório.

Quer ajudar a promover um ambiente de trabalho saudável e produtivo? Então, compartilhe este artigo e continue acompanhando o blog Pontotel.

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