O que é e-leadership?

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Você já ouviu falar sobre e-leadership? E mais importante: sabe por que esse modelo tem sido cada vez mais adotado pelas empresas?

Hoje em dia, não podemos negar que a tecnologia virou um dos fatores cruciais para garantir o bom funcionamento das empresas e sua competitividade no mercado de trabalho.

O que não faltam são ferramentas, processos e metodologias que facilitam o dia a dia do departamento de recursos humanos, ajudam na gestão de pessoas, e até mesmo proporcionam um controle de ponto eficiente e rápido como o da PontoTel por exemplo, e saber se adaptar à essas mudanças é algo inevitável.

Os avanços tecnológicos trazem diversos benefícios para todo o seu negócio, ajudando desde a otimização dos processos da sua empresa, até toda gestão de pessoas, e é aqui que entra o termo do e-leadership.

Ele é um novo modelo de liderança que está sendo cada vez mais visto no mundo corporativo, isso porque seu principal objetivo é ajudar as empresas a lidarem e potencializarem as competências dos millennials, que são a grande maioria dos colaboradores hoje em dia.

Ficou curioso para saber mais sobre o e-leadership e como ele pode ajudar a sua empresa? Então você está no lugar certo. Neste texto, você saberá exatamente como esse modelo funciona, suas vantagens, e como adotá-lo.

Antes de começarmos, confira os tópicos que serão abordados:

Vamos lá.

O que é e-leadership?

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Como disse na introdução, o e-leadership é um novo modelo de liderança, que possui o objetivo de ajudar as empresas a lidar e potencializar as competências da geração millennial.

Dentre suas propostas, podemos citar questões como: reduzir a hierarquia da empresa para que os millennials se sintam importantes; proporcionar uma maior colaboração e participação; ter uma maior flexibilidade; e possibilitar uma maior autonomia.

Esse modelo visa o uso da tecnologia para produzir mudanças de atitudes, sentimentos, pensamentos, comportamentos e desempenho dos colaboradores para que alcancem os objetivos desejados.

Imagino que você tenha se perguntado: qual o perfil dos millennials e porque esse modelo foca nessa geração? Vamos entender mais sobre quem eles são antes de explicar mais sobre o e-leadership.

Características dos Millennials

Também conhecidos por geração Y, os millennials são as pessoas que nasceram entre 1980 e 1994. Esses jovens foram os primeiros a crescer em um mundo conectado pela tecnologia, o que acabou influenciando não só suas vidas pessoais, mas também profissionais.

De acordo com uma pesquisa feita pela PWC, os millennials serão pelo menos 50% da força de trabalho nas organizações até 2050. Por isso, sua empresa precisa saber exatamente como esses profissionais se comportam e seu perfil, para saber a melhor forma de liderá-los.

Confira a seguir algumas de suas características:

  1. Equilibrar a vida pessoal e profissional

A primeira coisa que sua empresa precisa saber sobre os millennials é que eles buscam conciliar suas vidas pessoais com as profissionais. Ou seja, além de desejarem ter sucesso no trabalho, também querem ter tempo para suas famílias, seus amigos, e para realizar atividades de lazer.

Essa é uma grande diferença se os compararmos aos profissionais da geração anterior, os baby boomers, que priorizavam suas vidas profissionais e em terem cargos de segurança e em cargos importantes.

  1. Flexibilidade

A segunda característica muito forte nesses profissionais é a flexibilidade no ambiente de trabalho. Para que consigam conciliar suas vidas pessoais e profissionais, os millennials buscam por empresas que ofereçam uma maior flexibilidade de horários.

Uma ótima forma que várias organizações já estão adotando para isso é o home office. Esse modelo de trabalho traz diversos benefícios, como a redução de custos para a contratante e até mesmo um aumento da produtividade dos colaboradores.

Quer saber mais sobre o home office, as vantagens que ele proporciona e como implantá-lo? Acesse nosso artigo completo sobre esse tema e confira: Como Implementar uma Política de Home Office na sua Empresa (Dicas).
  1. Ambiciosos e exigentes

Por fim, a terceira característica dos millennials é que eles são extremamente ambiciosos e exigentes. Na prática, isso faz com que esses profissionais busquem por empresas que ofereçam, por exemplo, oportunidade de crescimento e incentivos.

Além disso, os millennials se preocupam com questões como o posicionamento da empresa frente à assuntos como ética, meio ambiente, seu papel na sociedade, e claro, que tenham uma cultura organizacional voltada à transformação digital.

Essas são apenas algumas das características dessa geração, mas que já permitem entender como eles se comportam no mercado de trabalho. Apesar desses profissionais trazerem diversos benefícios para o seu negócio, é muito comum ver empresas que possuem dificuldade em liderá-los e mantê-los motivados. 

Vamos entender mais sobre esses desafios antes de explicar como solucioná-los com o e-leadership.

Principais desafios

Manter seu negócio funcionando e fazer com que ele se destaque no mercado não é uma tarefa fácil. Não existe uma fórmula ou uma regra universal para que você tenha sucesso, afinal, nem sempre uma tática que é adotada por uma organização pode ter o mesmo efeito em outra.

Toda empresa é diretamente influenciada por diversos fatores diariamente, sejam eles externos (como os avanços tecnológicos, a globalização e a economia), ou internos, que abrangem a própria empresa (como a estrutura da organização, seu clima organizacional, e a capacitação de seus funcionários).

Apesar dos fatores externos serem algo que as empresas não possuem controle, os internos podem e devem ser bem administrados, e por isso a figura do líder é tão importante.

Dentre todas as suas responsabilidades, uma das principais, e que também se torna um desafio, é ser capaz de gerir e engajar funcionários de diferentes faixas etárias, com perfis e habilidades diferentes. 

Isso se torna ainda mais importante quando falamos dos millennials. Com um perfil ambicioso, exigente, flexível e voltado à tecnologia, nem sempre lidar com essa geração é uma tarefa fácil, mas com o e-leadership, posso garantir que sua empresa conseguirá gerir esses profissionais com muito mais eficiência.

Mas antes de te explicar como o líder deve agir de acordo com esse modelo, preciso esclarecer sua diferença em relação ao chefe. Muitas pessoas confundem as responsabilidades deles, mas saiba que cada um possui funções e perfis bem diferentes.

Como diferenciar um líder de um chefe?

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De acordo com o educador Mario Sergio Cortella: “A um chefe você obedece, um líder você segue, procura e admira”. Com essa frase, podemos afirmar que um líder pode ser um chefe, mas um chefe não será necessariamente um líder. 

Sei que parece confuso, mas calma que vou explicar. Vamos começar pelo chefe.

Ele é um profissional conhecido por ter a tendência de comandar pessoas, impor ordens, ser autoritário, centralizar o poder, e focar apenas nos resultados e lucros da empresa.

Quando analisamos a forma como ele se relaciona com os colaboradores, o chefe tende a ser mais temido do que respeitado, o que faz com que os funcionários não sintam liberdade para pedir ajuda para resolver problemas, ou até mesmo para tirar dúvidas sobre alguma tarefa por exemplo.

Normalmente, o chefe vê os colaboradores como profissionais subordinados que devem somente seguir as ordens impostas, e não se preocupa em incentivá-los ou motivá-los. Para ele, uma tarefa bem feita é o puro dever do funcionário, e caso isso não aconteça, ele aponta todos os erros.

O líder, por sua vez, possui um perfil totalmente diferente.

No mundo corporativo, o líder inspira todos ao seu redor. Ele busca sempre motivar sua equipe, e valoriza o trabalho coletivo para que consigam alcançar as metas da organização.

Para ele, o foco não é apenas conquistar os objetivos desejados, mas principalmente a maneira na qual a equipe irá consegui-los. Ele acredita que o poder deve ser dividido, e não centralizado, e busca sempre ouvir todos ao seu redor para ajudá-los, tirar dúvidas, e principalmente, valorizar as habilidades e conquistas de cada um.

Tudo isso faz com que o líder tenha um grande respeito por todos, o que com certeza só traz benefícios para toda a empresa. Afinal, não há como negar que colaboradores que se sentem felizes e valorizados em seu ambiente de trabalho, serão mais produtivos.

Viu só como o líder e o chefe são bem diferentes um do outro? 

Com tudo isso, já deu para perceber a importância da figura do líder na sua empresa. Agora, vamos entender melhor como colocar o e-leadership na prática.

Quais metodologias existem?

No começo deste texto, eu expliquei que o e-leadership é um modelo que visa potencializar as competências dos millennials. Mas como isso acontece na prática?

De forma muito simples: com o uso da tecnologia. Afinal, qual a melhor forma de lidar com profissionais que cresceram com os avanços tecnológicos do que justamente usar essa tecnologia à seu favor?

Como exemplo, existem diversos cursos e treinamentos que podem ser feitos de forma online como forma de demonstrar apoio ao crescimento profissional dos colaboradores. Isso é uma ótima forma de fazer com que os millennials se sintam motivados e planejem seu crescimento na organização.

Outro exemplo, que está mais relacionado à flexibilidade desejada pela geração Y, são os chats corporativos. Eles permitem que os colaboradores da empresa consigam se comunicar de forma eficaz mesmo estando à distância, o que possibilita a realização do home office.

Mas cuidado! Para que isso seja eficiente, sua empresa precisa se preocupar com algumas questões importantes que devem estar sempre presentes nesse processo.

Quais as competências na liderança online? 

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Para que sua empresa consiga colocar em prática o e-leadership, o profissional responsável por essa tarefa deve sempre se preocupar com algumas questões que são essenciais para que esse modelo de liderança seja eficaz.

Dentre elas, podemos citar: se preocupar em manter uma boa comunicação; ter uma gestão de processos firme e bem direcionada; saber se adaptar à possíveis mudanças da empresa; ter um bom conhecimento técnico e, principalmente, ter um bom relacionamento interpessoal, ou seja, que se dá entre duas ou mais pessoas.

Sei que parece uma lista grande, mas garanto que se o líder tiver um bom domínio sobre todas essas competências, sua empresa com certeza irá se beneficiar de diversas formas com esse modelo.

Quer saber quais?

Vantagens de utilizar esse modelo

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Colocar o e-leadership em prática e ter sucesso não é uma tarefa fácil, pois o profissional responsável por esse modelo deve ser muito bem capacitado, ter amplo conhecimento na área e principalmente, saber lidar com todos da organização.

Mas quando tudo isso é conquistado, sua empresa irá se beneficiar de diversas formas, e a primeira delas é aumentar a motivação dos colaboradores. Quando todos se sentem importantes e felizes em seu ambiente de trabalho, eles também são mais produtivos, o que também acaba beneficiando a empresa economicamente.

Além disso, o e-leadership também irá contribuir para um bom clima organizacional, proporcionando um ambiente de trabalho mais agradável, e até mesmo para uma redução de índices como absenteísmo e de turnover.

Por fim, esse modelo de liderança irá ajudar na resolução de problemas, com a criação de soluções mais eficientes e assertivas. Afinal, fica muito mais fácil resolver problemas quando todos das equipes possuem uma boa comunicação e trabalham juntos em prol de algo.

Como o e-leadership pode ajudar a sua empresa?

Se você chegou até aqui, então sabe como a tecnologia é fundamental para garantir o funcionamento do e-leadership. Mas além dela, sua empresa não deve se esquecer dos principais aspectos desse modelo para que consiga implantá-lo.

Confira um breve resumo:

  1. Menos Hierarquia

Lembra mais acima quando expliquei a diferença entre o líder e o chefe? Para os millennials e a geração z a presença de um chefe é algo extremamente negativo, e seu excesso de autoridade é visto como um problema no dia a dia.

Esses profissionais querem ser ouvidos e se sentirem importantes, por isso, é importante reduzir a hierarquia de sua empresa para que os colaboradores se sintam incluídos.

  1. Colaboração e participação

O e-leadership preza por uma liderança colaborativa e participativa. Complementando o tópico anterior, esse modelo defende a inclusão de todos para garantir um maior engajamento.

Ao serem ouvidos e terem a possibilidade de fazer a diferença, os millennials com certeza se sentirão mais felizes e motivados.

  1. Autonomia e flexibilidade

Por fim, e um dos itens mais importantes, o e-leadership propõe uma maior autonomia e flexibilidade para os millennials.

Isso porque, como expliquei acima, uma das questões mais buscadas por esses profissionais é a conciliação entre suas vidas pessoal e profissional, e hoje em dia, o que não faltam são ferramentas e metodologias que reduzem a burocratização, otimizam o tempo e proporcionam essa flexibilidade.

O home office, que usei como exemplo mais acima, é uma ótima opção que está sendo cada vez mais usado. Desde que a Reforma Trabalhista entrou em vigor, a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades constatou em uma pesquisa realizada em 2019, que 45% das empresas entrevistadas já adotam o teletrabalho.

Além de permitir que o colaborador tenha uma maior autonomia para trabalhar de casa e não ter que passar pelo estresse da locomoção até o escritório, esse modelo também permitirá que ele tenha mais tempo para passar ao lado de sua família e para realizar outras atividades de lazer.

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Conclusão

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O e-leadership ainda é um conceito muito novo no mercado de trabalho, mas neste texto, eu busquei explicar exatamente o que ele propõe e como sua empresa pode se beneficiar com ele.

Com ele, garanto que sua empresa conseguirá ter uma relação melhor com os millennials, reter mais talentos, e ter diversas vantagens econômicas para o seu negócio.

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