Síndrome de Burnout: quais são os sintomas e consequências na vida do trabalhador?

imagem de um homem de cabeça baixa em frente ao computador representando a síndrome de burnout

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Com certeza diversos trabalhadores já se sentiram estressados ou com sentimento de “esgotamento mental”, após um longo dia de trabalho ou de uma semana cheia. É muito comum que esse sentimento psicológico se mescle com o esgotamento físico em semanas de fechamentos de projetos.

Agora, imagine sentir isso por mais de uma semana. Atordoante, não? Ou pior, por meses. Quando há projetos ou ambientes de trabalho estressantes e tóxicos, é comum que a Síndrome de Burnout atinja alguns desses colaboradores. 

Isso se dá, ao fato de que a Síndrome de Burnout é ocasionada no trabalho, esse tipo de síndrome é totalmente relacionada a um ambiente de trabalho, no qual se apresente relações tóxicas, abuso de autoridade, prazos curtos, metas inatingíveis e muitos outros aspectos que possam  despertar um acúmulo de estresse no colaborador. 

Neste artigo, iremos abordar os temas abaixo:

Para saber mais sobre o que é, como ocorre e quais consequências da síndrome de burnout, mantenha a leitura! 

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O que é Síndrome de Burnout?

imagem de um homem em frente ao computador com um semblante de cansaço representando a síndrome de burnout

A Síndrome de Burnout, também conhecida no Brasil como “Síndrome do Esgotamento Profissional”, é um distúrbio psíquico causado pela exaustão no trabalho.  

As áreas de trabalho e profissionais que mais são afetadas por este distúrbio, são: profissionais da saúde e área de jornalismo. Contudo, ela pode vitimar qualquer trabalhador que for exposto à algum tipo de exaustão recorrente, independente de sua profissão. 

Vindo da língua inglesa, a palavra “Burnout” pode ter dois significados: “combustão completa” e “exaustão”, no caso da síndrome, ambos os significados são aplicáveis, uma vez que ela é conhecida como a combustão e esgotamento físico, mental e psíquico de um indivíduo no ambiente de trabalho.

A síndrome de burnout não só prejudica a vida profissional do trabalhador, mas também se alastra para a vida íntima e pessoal do mesmo. Segundo o Ministério da Saúde, a Síndrome de Burnout pode resultar em depressão profunda, uma doença considerada crônica. 

Atualmente, a OMS ( Organização Mundial de Saúde), não considera a Síndrome de Burnout uma condição de viés médico, mas sim um fenômeno ligado à sobrecarga de estresse no trabalho, levando à exaustão completa.

Essa síndrome, segundo ISMA-BR, acometeu, em 2018, cerca de 32% da população que sofre com estresse, algo em torno de 33 milhões de trabalhadores brasileiros. 

Quais são os primeiros sintomas ou sinais de Síndrome de Burnout?

Muito se confunde sobre Síndrome de Burnout, depressão, ansiedade e estresse. Essa confusão pode acarretar em uma subnotificação de casos reais da doença por diagnósticos errôneos, os quais, ao invés de Burnout, são  diagnosticados como outros distúrbios ou doenças.

 Confira abaixo, as diferenças: 

  • Síndrome de Burnout: É uma síndrome causada por estresse crônico e originada somente no local de trabalho. Não é considerado uma doença crônica. 
  • Depressão: É considerada uma doença psíquica crônica e que afeta pessoas dentro e fora do mercado de trabalho.
  • Ansiedade: É uma doença psiquiátrica causada pelo excesso de preocupação ou medo constante. 
  • Estresse: Ao contrário do que muitos pensam, o estresse não é uma patologia, mas sim uma resposta corporal  à circunstâncias que desgastam mentalmente o indivíduo. 

Após esclarecido as divergências entre os três, nos tópicos abaixo, você encontrará os 12 sinais de Burnout que os psicólogos Herbert Freudenberger e Gail North descreveram em um artigo para a Scientific American. Nele, são citados os sinais, os quais não devem ser vistos como fases, mas sim como sintomas que manifestam diferentemente em cada indivíduo.

  •  Necessidade de aprovação: Obsessão por mostrar, a todo momento, que sabe o que está fazendo e há a necessidade de expor os méritos conquistados. Esse sintoma atinge, com maior frequência, os melhores trabalhadores da empresa. 
  • Trabalho excessivo: A pessoa não consegue se desligar do trabalho. Um dos alertas para esse sintoma, é quando o funcionário trabalha, sem necessidade ou pedido de seu chefe, aos fins de semana e/ou cheque e-mails referentes ao trabalho após o expediente. 
  • Esquecimento da vida pessoal: Ocorre quando as 8 horas de sono, boa alimentação, interação social e tempo para lazer ficam em segundo plano. Ou seja, quando o funcionário sacrifica sua saúde para atender um bem maior, que no caso, são os deveres da empresa. 
  • Fugir dos conflitos: Nessa etapa, é quando os sintomas físicos tendem a aparecer. O colaborador pode apresentar pânico e nervosismo enquanto ignora os problemas e foge de perguntas sobre o seu comportamento
  • Revisão de Valores: Assim como no esquecimento da vida pessoal, os valores são deixados de lado. De repente, familiares e amigos são colocados em segunda opção em prol de um “bem maior”.
  • Negação de problemas: Nesse estágio, é comum que a pessoa assolada pela síndrome se torne agressiva com aqueles ao seu redor, no caso, os outros colaboradores. A pessoa se torna intolerante e passa a enxergar os outros como incompetentes em relação à ela. O contato social se torna difícil.
  • Exílio da vida pessoal: A vida social, nesse ponto, é quase inexistente. E, é nesse tópico, onde o perigo mora, pois é comum que o álcool e as drogas sejam válvulas de escape para o estresse, e o trabalho se torna automático. 
  • Mudanças bruscas de comportamento: As mudanças de comportamento começam a ficar mais nítidas, sendo notadas por amigos e familiares. Quem era animado e extrovertido, se mostra introvertido e apático, por exemplo. 
  • Perda de personalidade: A pessoa se perde nela mesma, não conseguindo mais se enxergar, enxergar seus valores e os valores de quem está ao seu redor.
  • Sensação de vazio interior: Esse desconforto é causado pela despersonalização do indivíduo e pode levá-lo a uma alta ingestão de drogas e álcool, assim como compulsões alimentares e sexuais. 
  • Depressão: Sensação de que há perda no sentido da vida e insegurança com o futuro são fortes nesse estágio, podendo levar a um estado depressivo e no desencadeamento de pensamentos suicidas. 
  • Síndrome de Burnout/ Esgotamento: Aqui, é onde ocorre o colapso e combustão mental, física e psíquica. O colaborador que chegou neste ponto deve procurar ajuda médica imediatamente.  

Quais consequências ela pode causar no cotidiano?

Como já dito anteriormente, a síndrome de burnout, é gerada no ambiente de trabalho, e pode comprometer não somente a vida profissional, mas também a vida pessoal.

A expressão “trazer os problemas do trabalho para a casa” se encaixa perfeitamente nesse distúrbio psíquico, uma vez que o colaborador não consegue se desligar da atividade laboral, e as consequências são refletidas na vida pessoal. Essas consequências podem ser de curto ou longo prazo, por exemplo: a criação de um ambiente de trabalho tóxico. 

Como ela pode afetar o rendimento em meio ao trabalho?

A Síndrome de Burnout afeta, em sua grande maioria, a vida laboral do trabalhador. Mesmo que ela seja causada pela vontade do mesmo de dar o melhor de si no trabalho, é exatamente o contrário que pode acontecer. Afinal, “tudo em excesso, faz mal” até mesmo no ambiente de trabalho. 

As possíveis consequências no rendimento em meio ao trabalho variam consideravelmente, indo desde problemas com a produtividade até a criação de um ambiente tóxico de trabalho, prejudicando o clima organizacional da empresa. 

A criação não proposital do ambiente tóxico de trabalho se deve a um dos sintomas da doença: nos estágios de exílio e negação dos problemas, onde o trabalhador nega ajuda e pode apresentar quadros de agressividade e intolerância com outros colaboradores. Tornando o contato e interação social complicados. 

Já a queda de produtividade pode se dar pelo esgotamento mental e físico causado pela doença. Além disso, outro problema que pode ocorrer, é um possível prejuízo na reputação da marca, afinal, uma empresa que “provoca” adoecimento em seus funcionários, tem sérios problemas de gestão. 

Como ela pode afetar a vida pessoal do trabalhador?

A síndrome de burnout, não deixa de afetar a vida pessoal do trabalhador, podendo destruir ou abalar relações sólidas com familiares e amigos e, até mesmo, criar traumas derivados da agressividade do empregado, em pessoas ao redor do mesmo. 

Outro problema a ser citado são as consequências de longo prazo que a pessoa pode vir adquirir no pós-tratamento, como possíveis traumas e dependências que alguns estágios da doença podem causar, como: alcool, drogas e sexo. 

O uso de remédios como ansiolíticos e antidepressivos, podem ser também encontrados no pós-tratamento daqueles que sofreram e sofrem com Burnout, já que é muito comum que pessoas que vivem com essa síndrome desenvolvam quadros depressivos e de transtorno de ansiedade. 

Síndrome de Burnout está no CID?

imagem de um médico fazendo anotações em uma prancheta

Como já abordado anteriormente, a Síndrome de Burnout não é vista, pela OMS, como uma doença, mas sim como “uma síndrome resultante de um estresse crônico no trabalho que não foi administrado com êxito” e que se caracteriza por três sintomas: sensação de esgotamento, cinismo e eficácia profissional reduzida.

Durante 72ª Assembleia Mundial da OMS, que ocorreu em 2018, a Síndrome de Burnout  foi incluída na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde, conhecido como CID-10, contudo, só foi em 2019 que os estados membros da OMS aprovaram a nova classificação do CID.

Essa classificação é baseada nas conclusões de especialistas do mundo todo e deve entrar em vigor somente no ano que vem, em 2022. Além disso, ela é utilizada para estabelecer parâmetros e estatísticas de saúde ao redor do mundo, para que não haja divergências entre países sobre doenças, transtornos e síndromes. 

A Síndrome se encontra no capítulo de problemas associados ao emprego ou desemprego e recebe o código QD85.

Quais são os primeiros passos que o trabalhador deve tomar quando suspeitar da síndrome?

É muito difícil que o colaborador procure ajuda psicológica nos primeiros sintomas, uma vez que a maioria só tende a procurar ajuda quando os sintomas se tornam críticos, como pensamentos suicidas, depressão e ansiedade. 

O aconselhado a se fazer, após a procura de ajuda psiquiátrica ou psicológica, é que ele peça afastamento do trabalho para se focar no tratamento e, caso o desenvolvimento da síndrome de burnout tenha alguma ligação com violações dos direitos empregatícios ou abuso de poder do líder, procurar provas e testemunhas que provem as violações. 

Qual o tratamento para síndrome de burnout?

O tratamento da Síndrome de Burnout consiste em psicoterapia e pode necessitar de usos de medicamentos para combater a ansiedade e/ou depressão, caso o paciente apresente um quadro com as mesmas, como ansiolíticos e antidepressivos.

Os resultados podem começar a surgir entre um a três meses após o início da psicoterapia, porém, esse tempo pode variar de acordo com o paciente. O acompanhamento de um psicólogo ou psiquiatra é de extrema importância para o processo de cura, uma vez que serão eles que irão ajudar o paciente a driblar o estresse com atitudes estratégicas.  

Além disso, muitos psiquiatras recomendam a pessoa vítima desse distúrbio, a incorporar em sua rotina atividades físicas e exercícios de relaxamento, como yoga, para o controle do estresse e dos sintomas da síndrome. 

Quanto tempo o trabalhador pode se afastar do trabalho para o tratamento?

Depois da confirmação da Síndrome de Burnout e após passar pela perícia médica, o trabalhador consegue uma licença médica por um período mínimo de 15 dias. 

Durante o tempo de 15 dias, a remuneração do trabalhador afastado fica a cargo da empresa, porém, se o afastamento ir além do período mínimo, o colaborador pode contar com o benefício auxílio-doença do INSS

O auxílio-doença dá ao colaborador uma segurança financeira por um período de 12 meses no emprego. Caso o trabalhador não consiga voltar ao trabalho por conta da Síndrome de Burnout, ele terá direito a aposentadoria por invalidez. 

Segundo uma matéria do portal G1, nos primeiros meses de 2021, a Síndrome de Burnout ocupou a 436ª posição de doenças que requisitaram o pagamento do auxílio-doença, com 148 concessões de um total de 486.219 pedidos. Em 2020, ela ocupou a posição 502ª com 610 concessões.

Síndrome de Burnout no home office

imagem de um homem jovem com semblante exausto em frente a um computador

Uma das razões da Síndrome de Burnout ocorrer, é o fato do trabalhador não conseguir separar o “horário de trabalho” com o “horário de descanso”, ou seja, quando não há um desligamento mental do ambiente de trabalho, ocasionando em altos níveis de estresse, levando à um colapso psíquico. 

Em tempos de distanciamento social e pandemia, a dificuldade de se “desligar” pode se tornar algo complicado no home office, onde não há o espaço físico que distingue local  “de trabalho” e “casa”, a sensação de estresse e exaustão podem ser elevadas, culminando na Síndrome de Burnout. 

Além disso, questões econômicas, como: crises financeiras, e pressões implicadas pelo próprio trabalhador, uma vez que se encontra longe da supervisão do chefe e o perfeccionismo pode acontecer, podendo se tornar uma preocupação constante para o colaborador. 

Pensando no bem-estar de todos os colaboradores, duas pesquisadoras de Harvard, Laura Giurge e Vanessa Bohns, fizeram um artigo para a Harvard Business Review com três dicas para se prevenir contra a Síndrome de Burnout no home office, são elas:

  • Estabelecer limites físicos e emocionais.
  • Manter os limites temporais o máximo possível.
  • Focar no trabalho mais importante que você tem de fazer. 

Síndrome de Burnout pode levar a uma rescisão indireta?

A relação entre ter a síndrome de burnout e pedir uma rescisão, é um pouco complicada. 

Isto porque, muitos dos trabalhadores acabam não se demitindo para evitar danos financeiros Além disso, muitos também não querem entrar com um processo ― caso tenha motivos que liguem o empregador com o desenvolvimento da síndrome no empregado ― contra o líder por medo de represálias na empresa. Alguns, até mesmo, forçam a própria demissão

Contudo, há um meio de rescisão do contrato de trabalho que é perfeita para casos em que a causa do distúrbio seja violações de direitos trabalhistas na empresa. 

Esse tipo de demissão é a rescisão indireta, mais conhecida como uma junção de pedido de demissão + demissão sem justa causa, em que o colaborador com base em motivos claros e justos decide “demitir o seu empregador”, nessa situação.todos os benefícios são preservados. 

Para que a rescisão indireta ocorra, é necessário que se siga com algumas hipóteses respaldadas pela lei e que se tenha provas e testemunhas de tudo que se é alegado. 

Infelizmente, não há nada sobre a Síndrome de Burnout na CLT para que o pedido dessa rescisão seja feito, contudo, existem hipóteses que podem ser usadas como justificativa para o pedido. 

Confira abaixo, as hipóteses do artigo 478 da clt, sobre o que pode causar a rescisão indireta do contrato de trabalho:

Artigo 483 CLT: O empregado poderá considerar rescindido o contrato e pleitear a devida indenização quando:

a) forem exigidos serviços superiores às suas forças, defesos por lei, contrários aos bons costumes, ou alheios ao contrato;

b) for tratado pelo empregador ou por seus superiores hierárquicos com rigor excessivo;

c) correr perigo manifesto de mal considerável;

d) não cumprir o empregador as obrigações do contrato;

e) praticar o empregador ou seus prepostos, contra ele ou pessoas de sua família, ato lesivo da honra e boa fama;

f) o empregador ou seus prepostos ofenderem-no fisicamente, salvo em caso de legítima defesa, própria ou de outrem;

g) o empregador reduzir o seu trabalho, sendo este por peça ou tarefa, de forma a afetar sensivelmente a importância dos salários.”

Se o desencadeamento da síndrome estiver ligado a uma má liderança, as alíneas “a” , “b” e “c” podem ser usadas como justificativa para o pedido de rescisão. 

Mas, vale lembrar que, para o pedido de rescisão ser aceito, o empregado tem de provar as imprudências e violações cometidas pelo empregador e, também, é necessário entrar com uma ação na Justiça. Por conta disso, é de suma importância que o empregado tenha o diagnóstico da doença e provas do que se é alegado. 

As provas têm de ser reais e compatíveis com a acusação, podendo ser desde fotos e prints até vídeos e testemunhas visuais e auditivas, após a apresentação delas é necessário que ambos, empregador e empregado, esperem o Tribunal Superior do Trabalho (TST) validar a acusação. 

Se a acusação for validada pelo TST, então, a empresa terá de arcar com as verbas rescisórias, as quais são as mesmas de uma demissão sem justa causa. Portanto, a empresa terá de pagar: 

Relação da Síndrome de Burnout com a atividade Laboral

Até esse ponto, ficou clara a ligação direta da Síndrome de Burnout com o ato de trabalhar. Uma vez que ela surge em trabalhadores, cujo nível de estresse e esgotamento são exorbitantes ou quando há uma grande pressão, que pode ser causada pelo próprio trabalhador ou pela empresa.

A Síndrome de Burnout é um distúrbio que acontece única e exclusivamente no ambiente de trabalho e, a causa de seu aparecimento, é sempre encontrada na atividade laboral, seja ela causada por cenários provocados pelo próprio trabalhador ou por ações de terceiros (ex: líderes e colegas de trabalho) . 

Por conta da peculiaridade, o Ministério da Saúde instituiu em 1999, uma lista de doenças relacionadas ao ambiente de trabalho e ao trabalho, e dentre elas, está a “sensação de se sentir acabado”, esse sentimento, hoje em dia, é reconhecido como a Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional.  

Outro ponto relevante, é que como parte do tratamento, o funcionário pode ter a capacidade laboral reduzida, pois se ele permanecer no mesmo ritmo de trabalho, com os mesmos prazos e cobranças, a síndrome pode se  perpetuar ou se agravar, mesmo após o período de tratamento. 

 Por conta disso, um perito avalia o funcionário e o trabalho que o mesmo exerce e decide quanto por cento da atividade laboral do mesmo diminuirá. 

Como uma empresa deve prosseguir após o diagnóstico de síndrome de burnout?

Assim que o diagnóstico de um funcionário da empresa der positivo para Burnout, é de suma importância que ela crie uma rede de apoio para esse profissional durante e após o tratamento, pague os dias de afastamento do mesmo e deixe à disposição do trabalhador ajuda psicóloga. 

Além disso, é muito importante que a empresa olhe para si mesma e averigue se foi feito alguma coisa que corroborou para que o funcionário desenvolvesse o distúrbio, se há algum problemas com as metas e prazos, se tem a existência de um ambiente de trabalho tóxico ou se o trabalhador sofreu com alguma ameaça, assédio, ou intimidação. 

Conclusão

A Síndrome de Burnout pode ser um problema, não somente para o empregado, mas também para a empresa, uma vez que ela pode ser um indício de que algo na gestão não está ocorrendo bem ou que violações empregatícias estão acontecendo, podendo até mesmo levar à rescisão indireta.

Além disso, o apoio por parte da empresa é importantíssimo para a boa recuperação do empregado, o qual terá sua capacidade laboral reduzida e, em alguns casos, pode sofrer um afastamento por mais de 15 dias. 

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