Entrevista devolutiva: como funciona, como estruturar e qual a importância!
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Time Pontotel 24 de janeiro de 2024 Departamento Pessoal
Entrevista devolutiva: como funciona, como estruturar e qual a importância!
Nem todos os candidatos são aprovados em um processo seletivo. Diante disso, é crucial que se faça a entrevista devolutiva.
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Da mesma forma que ocorre em outras etapas, como a dinâmica de grupo, a entrevista devolutiva é um elemento indispensável no processo de recrutamento e seleção. Com ele, a empresa está em busca não somente dos melhores talentos do mercado, mas também daqueles que estão mais alinhados com a sua cultura organizacional.

Enquanto alguns candidatos prosseguem no processo seletivo, outros acabam não conseguindo avançar. E é neste ponto que certos problemas surgem, visto que, ainda que estes candidatos tenham sido considerados inaptos para a vaga, a empresa não pode simplesmente deixar de avisá-los sobre isso ou avisá-los de qualquer maneira.

Além disso, os profissionais que entram em um processo de recrutamento investem tempo para participar de todas as etapas. Também investem dinheiro para se deslocarem até a empresa. É justamente por esses motivos que a organização deve atentar-se para abordá-los corretamente e comunicá-los sobre a não aprovação.

Pensando nisso, este artigo abordará os seguintes tópicos: 

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Tenha uma excelente leitura!

O que é a entrevista devolutiva?

Sendo parte do processo de recrutamento e seleção, a entrevista devolutiva trata-se do feedback que uma empresa dá a respeito dos resultados de um candidato em um processo seletivo, comunicando que ele não está apto para a vaga.

Os motivos da não aprovação desse candidato vão desde a falta do seu enquadramento com o perfil da empresa até questões comportamentais e carência de habilidades necessárias para o cargo.

Para que serve?

A entrevista devolutiva não serve somente para que a organização comunique ao candidato que ele não será contratado. Como ficará mais claro neste conteúdo, ela também tem a finalidade de dar um feedback construtivo para ele.

Esquecer de fazer a entrevista devolutiva, não fazer por falta de tempo ou simplesmente ignorar essa medida soará como uma atitude desrespeitosa para com o candidato. Isso sem contar os problemas envolvendo credibilidade que a empresa enfrentará por não ter agido de forma empática e honesta com ele.

Ao receberem retorno, ainda que seja para comunicá-los sobre a não aprovação na vaga, os candidatos se lembrarão, de forma positiva, da experiência que tiveram ao longo de todo o processo de recrutamento e seleção. Eles verão a entrevista devolutiva como um posicionamento ético da empresa, que reconheceu o esforço deles em ter participado da seleção.

A entrevista devolutiva tem, ainda, o objetivo de fazer com que os candidatos que não foram aprovados possam se preparar melhor para uma nova oportunidade de emprego. Ou seja, tem a finalidade de lhes proporcionar uma crítica construtiva para que eles se tornem mais preparados e, dessa forma, possam ser contratados em um futuro recrutamento.

Como funciona uma entrevista devolutiva?

Duas mulheres conversando

A entrevista devolutiva é, em essência, pautada no feedback construtivo, e não no feedback destrutivo. Para tornar isso mais claro, o feedback destrutivo, além de não ser objetivo e muito menos embasado, foca unicamente em criticar o candidato, ressaltando os erros dele de maneira rude.

Esse cenário não acontece com o feedback construtivo. Este, focado em comunicar os pontos positivos e negativos de um candidato, isto é, seus pontos fortes e fracos, é coerente, objetivo e embasado em fatos. Ou seja, trata-se de um feedback que mescla o retorno positivo e o negativo. Entenda melhor a seguir.

Retorno positivo

Seu foco está em reconhecer os méritos das ações que o candidato teve no decorrer do processo de recrutamento e seleção. A empresa pode dar esse feedback positivo em algumas situações, como quando o candidato passa para uma próxima fase e quando ele é finalmente aprovado. 

Retorno negativo

Assim como o retorno positivo, o negativo é igualmente importante. Suas principais características são a transparência e a comunicação assertiva e empática. O foco é ajudar o candidato a reconhecer as suas falhas e, a partir disso, buscar aprimoramento profissional. Com o retorno negativo, a organização pode destacar os erros que o candidato cometeu, como comportamentos inadequados e despreparo técnico.

Quais cuidados o RH deve ter ao realizar uma entrevista devolutiva?

Ao longo do processo de recrutamento e seleção, os candidatos estão emocionalmente envolvidos. E é por essa razão que a equipe de RH deve agir de forma empática com eles, colocando-se no lugar de cada um.

Tudo bem dizer que o candidato não está apto para a vaga, desde que isso seja feito de forma que não afete negativamente a sua autoestima. Afinal, isso pode gerar frustrações que irão reverberar não apenas no âmbito profissional da sua vida, mas também no pessoal.

Qual a importância de dar feedback para o candidato?

O feedback é uma avaliação que a empresa faz de um candidato, relacionando-se tanto ao  comportamento que ele possui quanto a sua performance para o cargo. Em outras palavras, é uma ferramenta por meio da qual a empresa dá retornos construtivos, favorecendo, assim, o crescimento técnico de cada profissional.

A importância de a organização ter uma cultura de feedback em relação aos candidatos que participam dos processos de recrutamento e seleção está em favorecer a melhora profissional deles. Afinal, o feedback nivela expectativas, melhora comportamentos e traz aprendizados. Tudo isso contribui positivamente para a criação de uma incrível experiência do candidato.

Quando os candidatos não recebem nenhum tipo de retorno, seja qualquer devolutiva, tendem a não se candidatarem de novo para uma vaga na mesma empresa, além de poderem comunicar a outros profissionais para que não se candidatem em qualquer vaga que esta divulgue, o que dificulta a imagem corporativa da empresa.

Como estruturar uma boa entrevista devolutiva?

Mulher segurando um caderno e caneta

Agora que você sabe do que se trata uma entrevista devolutiva e todos os motivos que a tornam essencial, precisa saber como estruturá-la de forma assertiva. Isso requer a aplicação de determinados fatores por parte da equipe de RH, como sempre dizer a verdade e elogiar quando puder. Confira a fundo a seguir.

Priorize a verdade

Acima de tudo, os candidatos merecem ouvir a verdade. Eles merecem honestidade. Portanto, agir dessa maneira é melhor do que dizer que eles tiveram uma ótima performance durante o processo seletivo, quando, na verdade, tanto a empresa quanto eles sabem que não. Isso, é claro, deve ser dito de forma neutra, usando uma comunicação não violenta.

Foque em ajudar

A entrevista devolutiva é um jeito de fazer o candidato que não foi aprovado no processo seletivo saber que pode se desenvolver melhor profissionalmente e, no futuro, ser aprovado. Isso porque, a partir dela, a equipe de RH consegue destacar os pontos que o candidato pode melhorar, como comportamentos, autossegurança e comunicação.

Além disso, focar em ajudar também envolve que a empresa seja clara no feedback. Ela precisa dizer exatamente o que os candidatos podem melhorar. Caso esse feedback seja feito de forma respeitosa e empática, eles verão isso como uma forma de crescerem profissionalmente.

Faça elogios

É crucial não confundir esse ponto com fazer elogios não sinceros. Isso porque, além de o candidato poder se dar conta dessa falta de sinceridade, não é honesto esse tipo de atitude. 

Se houver aspectos positivos que o candidato teve ao longo do processo seletivo, cite todos eles na entrevista devolutiva. Isso não só suaviza a situação, como faz o candidato sentir que ele tem, sim, pontos positivos e que precisa mantê-los.

Evite fazer comparações

Ao serem comunicados que não foram aprovados na seleção, os candidatos já sabem que outros estão mais preparados para a vaga. Por isso, fazer comparações dos que não foram aprovados com os que foram, quaisquer que sejam, não irá ajudar em nada. Na verdade, será prejudicial, pois afetará a autoestima dos não aprovados.

Jamais seja condescendente

Descobrir que todo o esforço e empenho investido nas etapas do recrutamento não foram o suficiente para conseguir a aprovação é desanimador. Isso fica ainda pior caso a equipe de RH for condescendente na entrevista devolutiva: soar arrogante quando der um retorno negativo. Evita-se isso usando linguagem neutra e enquadramento sempre positivo.

Não seja clichê

O RH também deve buscar ser criativo ao dar qualquer feedback em vez de recorrer a clichês como “Buscamos alguém com um conjunto de habilidades mais diverso”. Os clichês soam vazios, até sem sentido, o que não acontece caso a devolutiva da empresa seja exemplificada com falhas específicas que o candidato cometeu.

Conclusão

Divulgar uma vaga, realizar o processo de seleção corretamente e contratar novos colaboradores: todos esses fatores são primordiais. Entretanto, como abordado ao longo deste conteúdo, é necessário realizar a entrevista devolutiva.

Destacou-se, também, sobre a importância de a organização dar feedbacks para os candidatos que não foram aprovados, bem como de que forma ela deve fazer isso. Afinal, como o recrutamento envolve diversos aspectos, inclusive o envolvimento emocional dos candidatos, o retorno, sobretudo o negativo, deve ser feito com empatia e tom neutro.

Por fim, para que o RH consiga fazer uma entrevista devolutiva eficiente, deve adotar algumas práticas, como sempre dizer a verdade e evitar a condescendência e os clichês.

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