Full-time Equivalent FTE: para que serve este indicador, como calcular e quais os benefícios!

imagem de uma mulher com roupa social, sentada de frente para um computador, olhando para o relógio

Você já ouviu falar em full-time equivalent (FTE)? Pois saiba que esse indicador é um dos mais importantes atualmente no mercado quando o assunto é mensurar a produtividade dos funcionários. 

O full-time equivalent é um método diagnóstico que permite calcular o engajamento dos colaboradores, e facilita a rotina do gestor para que ele consiga medir o rendimento dos membros da sua equipe e faça os ajustes necessários em busca de resultados. 

Esse indicador também é um apoio para os RHs, já que permite ao setor avaliar concretamente sua força de trabalho e decidir se precisa admitir novos funcionários, fazer cortes ou até mesmo realocar profissionais. 

Uma pesquisa recente da Aon Hewitt revelou que companhias que valorizam a motivação e o engajamento dos seus colaboradores tendem a ser 78% mais produtivas do que outras empresas. E essa avaliação pode se dar por uma métrica como o FTE. 

Quer saber mais sobre o assunto? Esse artigo vai abordar: 

Boa leitura! 

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O que é FTE (Full-Time Equivalent)?

Full-time equivalent (FTE), se considerada a tradução literal, seria algo como o Tempo Integral Equivalente. Contudo, na prática esse é um indicador, uma métrica, um medidor, responsável pela avaliação de produtividade dos colaboradores.

Com o full-time equivalent a empresa consegue avaliar e comparar o desempenho das equipes e de seus profissionais. 

Partindo desse dado, o gestor avalia concretamente a produtividade dos empregados e mede o quanto a jornada dos seus profissionais está sendo efetiva e se de fato está valendo a pena.

Como surgiu esse indicador? 

O FTE surgiu a partir da necessidade das empresas em mensurar o funcionamento interno da companhia, medindo o engajamento, a motivação e a produtividade, e de avaliar de perto a atuação dos colaboradores na execução de suas tarefas.

Com o surgimento desse indicador os gestores e o próprio RH passaram a mensurar com clareza suas necessidades em contratações, divisão de tarefas e a análise da própria infraestrutura. 

Baseando-se num dado que mede a efetividade de horas trabalhadas na semana, mês ou ano. 

Para que serve o full-time equivalent (FTE) no RH?

imagem de uma pessoa mexendo em um notebook mostrando a tela com gráficos e outra pessoa em pé mexendo em um tablet

O full-time equivalent serve principalmente como base para que a empresa possa tomar decisões mais assertivas em relação a diversas rotinas da organização. 

Além de mensurar a produtividade, o full-time equivalent dá uma clareza maior aos líderes e gestores de RH em relação a jornada de trabalho dos colaboradores, carga horária, necessidade de novas admissões, realocação de tarefas e equipes e outros. 

Então, é possível usar o full-time equivalent para: 

  • Realizar uma projeção de custo dos funcionários;
  • Analisar a necessidade de novas contratações;
  • Medir a produtividade dos colaboradores;
  • Avaliar a carga horária e efetividade da jornada; 
  • Adaptar as rotinas, realocando profissionais e equipes;
  • Calcular a produtividade x jornada de trabalho
  • Evitar sobrecargas de trabalho;
  • Mensurar valores de pagamentos de salários e benefícios.

Qual a importância e benefícios de acompanhar o FTE? 

O full-time equivalent é de suma importância para as empresas que buscam nortear suas decisões em dados concretos. Com ele, a empresa tem um norte, um manual e uma base para mensurar o desempenho dos seus colaboradores. 

Por isso, ele pode proporcionar diversos benefícios para as companhias que passam a usá-lo nas suas rotinas. Entre os principais é possível destacar: 

  • Reduz a insatisfação dos funcionários: com o full-time equivalent a empresa tem dados concretos sobre a atuação de seus colaboradores, facilitando a alocação dos profissionais nas tarefas que condizem com suas habilidades. 
  • Automatiza decisões estratégicas: Através do full-time equivalent os gestores têm uma visão macro da necessidade de novas contratações, corte de pessoal e realocamento de profissionais para determinadas tarefas. 
  • Elimina a sobrecarga: Com os dados cedidos pelo full-time equivalent a empresa sabe exatamente quais setores e equipes precisam de mais colaboradores e em que atividades é possível diminuir esforços. 
  • Potencializa a produtividade: Ao realizar um monitoramento dos processos da empresa e os ajustes necessários, via dados do full-time equivalent, ninguém fica sobrecarregado, e o engajamento e a motivação são elevadas, aumentando a produtividade. 
  • Reduz custos: O full-time equivalent contribui também para que a empresa tenha um entendimento maior sobre os gastos com cada colaborador, seja referente ao pagamento da jornada, necessidade de equipamentos, salário, benefícios e outros, identificando se aqueles custos valem a pena ou não. 
  • Identifica índices importantes: Índices como de absenteísmo e rotatividade contribuem negativamente com a produtividade e os resultados. Com os dados do full-time equivalent a empresa pode identificar quais colaboradores estão se atrasando, faltando ou que estão insatisfeitos. Podendo tomar medidas imediatas para mudar esse cenário. 

Como calcular o full-time equivalent?

O primeiro passo para calcular o full-time equivalent é ter em mão as horas trabalhadas pelo empregado, em tempo parcial e tempo integral, e dividir pelo limite de jornada em tempo integral. A fórmula do FTE é a seguinte: 

  • FTE = total de horas trabalhadas pelo funcionário na semana (parcial e integral)/40 (limite de jornada em tempo integral) 

É possível calcular o full-time equivalent de forma individual ou o total da empresa. Considerando um exemplo de FTE individual é possível mensurá-lo da seguinte forma: 

  • Rodrigo trabalha 30h semanais numa jornada de 40 horas  
  • FTE: 30/40 = 0,75 ou 75% de full-time equivalent
  • Júlia trabalha em meio período e cumpre 20h semanais numa jornada de 20 horas 
  • FTE: 20/20 = 1 ou 100% de full-time equivalent 

Se a empresa for comparar esses dados com tarefas a serem entregues deve-se considerar pausas para intervalos, almoço, etc. 

Estima-se uma perda de 15% no FTE do colaborador neste sentido. Considerando o exemplo acima, Rodrigo teria um FTE de 0,6 ou 60%, ou seja, se em 100% ele tivesse que cumprir 10 tarefas, ele estaria cumprindo na semana cerca de 6 em média. 

Já Júlia, considerando essas pausas, conseguiria cumprir 0,85 ou 85% das tarefas, isto é, das 10 tarefas, 8,5 delas seriam entregues. 

Se a empresa deseja avaliar seu FTE total por semana, basta somar as horas trabalhadas dos colaboradores em tempo integral mais as horas trabalhadas em tempo parcial e dividir por 40 (limite de jornada em tempo integral semana). 

Como aplicar o FTE?

O FTE deve ser aplicado no dia a dia da empresa mediante a avaliação dos resultados do seu cálculo, conforme citado acima. A avaliação pode ser feita semanalmente, mensalmente e anualmente, conforme desejo da companhia. 

Assim, a empresa consegue mensurar algumas situações que fazem parte da sua rotina, se tornando um apoio na gestão dos funcionários. Ele pode ser aplicado em:

  • Cálculo de mão de obra: o FTE pode ser aplicado para que a empresa consiga prever os custos de um nova contratação, projetando se aquela admissão cabe ou não no orçamento da empresa. Além disso, é um apoio caso sejam necessários cortes na equipe, avaliando quem é mais produtivo, qual setor não precisa de tantos profissionais e muito mais.  
  • Recrutamento e seleção: Os custos com recrutamento costumam pesar nas finanças da empresa e o FTE ajuda a companhia a mensurar o gasto com esse processo e também sinalizar a necessidade de novas contratações.
  • Definição salarial: O FTE é um apoio também na definição de salários. Com ele a empresa consegue manter o FTE equivalente para colaboradores da mesma função, evitando que um ganhe mais que o outro, mantendo um clima organizacional coeso e sem problemas de injustiça salarial e de relacionamento entre as equipes.
  • Análise de compra de equipamento: Tendo em mão com exatidão a quantidade de funcionários que você precisa para não sobrecarregar ninguém, via cálculo do FTE, a empresa saberá de quanto precisa para, se houver necessidade, construir um outro posto de trabalho para uma nova equipe ou profissional. 
  • Escolha da jornada: A carga horária do colaborador, meio período ou integral, pode ser um peso ou um alívio para o caixa da empresa, dependendo da produtividade de cada profissional. Aplicando o FTE nesta situação a empresa consegue avaliar qual profissional é mais produtivo e qual contratação e carga horária é mais vantajosa para a empresa.

Como o PontoTel pode auxiliar com o indicador de Full-time equivalent?

imagem do aplicativo de ponto da pontotel num celular e uma pessoa segurando o celular com um notebook ao fundo

Um dos apoios para que os dados do full-time equivalent sejam corretos vem por meio do controle de jornada. Afinal, essas informações permitem uma visão macro de faltas, atrasos e da jornada do colaborador como um todo. 

Mas como realizar esse controle de forma efetiva? Com uma plataforma completa de gestão e controle de ponto. Tudo isso você pode encontrar com o PontoTel, que oferece uma ferramenta que tem todos os recursos para as empresas gerenciarem a jornada dos colaboradores desde o registro de ponto. 

Com o Pontotel, é possível conseguir dados em tempo real da jornada dos colaboradores, com acesso a poucos cliques, facilitando o cálculo do indicador de full-time equivalent.

Na prática, com a plataforma do PontoTel é possível: 

Viu como o PontoTel pode auxiliar no seu indicador full-time equivalent? Então, não perca mais tempo, preencha o formulário abaixo e agende hoje mesmo uma demonstração da ferramenta com um dos consultores PontoTel e otimize os processos da sua empresa e a produtividade da sua equipe. 

Conclusão

Dia após dia as empresas têm a necessidade de se basear em dados concretos para tomar decisões. Neste sentido os indicadores aparecem como um ótimo apoio para que qualquer passo seja dado de maneira estratégica. 

Como você viu ao longo deste artigo, um indicador extremamente eficaz, e que pode contribuir para que as equipes sejam geridas de maneira mais eficiente, é o full-time equivalent. 

Essa métrica além de mensurar a produtividade também auxilia para que a empresa possa analisar a sua força de trabalho e consequentemente decidir se há a necessidade de novas contratações, realocações de funcionários e cortes de pessoal. 

Aproveitando melhor o dinheiro que será investido na rotina da empresa em: admissões, equipamentos, salários e benefícios. Portanto, essa ferramenta contribui para que os parâmetros decisórios, em que os gestores e o próprio setor de RH irão se basear, se tornem mais confiáveis e assertivos.

E você, entendeu a importância que o full-time equivalent tem na rotina da empresa e os benefícios que pode trazer para a companhia que o adota? Se você gostou deste conteúdo compartilhe nas suas redes sociais.  

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