Entenda o que é o lixo emocional, quais os impactos dele no ambiente de trabalho e como se livrar!

imagem de um homem encostando o braço na parede cansado

Para onde vão todas as frustrações geradas pelo trabalho, antigos traumas e sentimentos que não foram verbalizados? Certamente, você já passou por alguma situação em que não conseguiu se posicionar como gostaria. Então, teve que encarar duas opções: ressignificar o ocorrido ou guardar ressentimento e abastecer o seu lixo emocional.

Se você escolheu a segunda opção, saiba que essa situação é mais comum do que se imagina. Até porque, na sociedade contemporânea, o fluxo dos acontecimentos é cada vez mais rápido. E quando não é possível lidar totalmente com um problema, parte-se para o próximo, sem ao menos haver uma reflexão sobre o anterior. 

A partir desse movimento, o colaborador começa a acumular insatisfações, medos e mais estresse. Contudo, a pandemia do COVID-19 colocou a todos diante da chance de encarar todo o lixo emocional que há tempos está sendo varrido para baixo do tapete.

Mas você pode se perguntar, o que isso tem haver com minha empresa? Em suma, saber identificar o lixo emocional dos colaboradores pode ajudar a reduzir conflitos internos e entender melhor o comportamento dele.

Por isso, nesse artigo, você saberá:

Acompanhe!

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O que é o lixo emocional?

Lixo emocional é todo sentimento inconsciente ou que não foi processado e exposto verbalmente. Eles podem ser frustrações, decepções, traumas passados, que te fazem travar em novas situações.

Como consequência, essas emoções acabam interferindo nas relações, sejam elas pessoais ou profissionais, gerando uma situação complicada e por vezes difícil de lidar.

Vamos supor que alguém lhe fala algo que você não gostou. Então, você fica magoado e se deixa levar pelo ressentimento durante dias. Você sabe o nome disso? Acertou quem respondeu lixo emocional!

Isso mesmo, você não transformou a emoção negativa em aprendizado, nem expôs a situação para quem te deixou dessa forma. Pelo contrário, só acumulou entulho e possibilitou o aparecimento de doenças emocionais.

A propósito, não é incomum encontrar pessoas que acumulam lixos emocionais no ambiente corporativo. Por se tratar de um local com pressões por metas e produtividade, o colaborador pode começar a desenvolver diversos sentimentos como angústia, raiva e medo. 

Essas emoções são levadas para o seu ambiente pessoal no final de semana e feriados e começam a prejudicar a saúde e a qualidade de vida.

Mas como perceber isso nos ambientes organizacionais? Se você é um gestor de RH, fique atento para reconhecer um colaborador que precisa de ajuda.

Como acontece?

imagem de um homem sentado na frente de um computador cansado colocando a mão nos olhos

Sabe-se que o ambiente de trabalho é perfeito para se desenvolver profissionalmente. Sendo assim, o colaborador tem a oportunidade de colocar em prática coisas que aprendeu na faculdade ou durante sua vida profissional.

Contudo, ao mesmo tempo em que esses locais se apresentam como ótimos espaços de convivência e aprendizado, também podem ser fonte de estresse e desenvolvimento de problemas emocionais. E quando a gestão é ineficiente, essas questões podem ser ainda mais dolorosas para o colaborador.

Sendo assim, o lixo emocional pode começar a se formar, por exemplo, quando o profissional é obrigado a fazer algo que está fora da sua função, mas tem medo de dizer não. Além disso, ele pode se sentir coagido a bater metas ou surpreender positivamente a empresa. 

Ademais, ele ainda pode estar sofrendo assédio de algum superior. Ou seja, existem inúmeras formas de contaminar a vida do colaborador com emoções negativas. Em outras palavras, aquilo que não foi dito e a ausência de posicionamento podem gerar o acúmulo de lixo emocional.

Quais os impactos do lixo emocional no trabalho?

Os impactos do acúmulo de lixo emocional no trabalho são frustração, desgaste e sensação de impotência. Esses sentimentos podem ser percebidos na redução da produtividade e baixo rendimento, na redução do comprometimento com a empresa, no absenteísmo e na degradação das relações interpessoais e turnover.

Dessa forma, quando o lixo emocional não é transformado, ele continuará reverberando em outras pessoas. Ou seja, se você não expõe o que está te causando aflição ou angústia, certamente essas emoções serão despejadas em algum local.

Sendo assim, essa situação pode afetar não só o trabalhador, como toda a empresa. Por esse motivo, é muito importante que o setor de recursos humanos esteja atento às possíveis mudanças de comportamento dos seus colaboradores.

Como se livrar de lixos emocionais no trabalho? 

Existem diversas formas de se livrar de lixo emocional no trabalho. A primeira delas é iniciar um trabalho de autopercepção e autoconhecimento. Afinal, o que pode acontecer de pior quando nos posicionamos diante de uma situação?

Por isso, não ter medo de olhar para si mesmo é muito importante nesse processo de tomada de consciência. Isso pode ajudar também a aprender a lidar com as complexidades do outro.

Em seguida, é muito importante identificar os padrões repetitivos de comportamento que te levam a sentir mágoa, ressentimento, insegurança, ódio ou sentimento de vingança. Até porque, uma pessoa ferida tende a machucar outras pessoas e a si mesmo por tantas outras vezes.

Ademais, pedir ajuda também é uma forma de promover esse autocuidado. E é aí que entra o trabalho do gestor de RH. Entenda melhor.

Qual a importância da empatia nesse caso?

Desenvolver a empatia e a inteligência emocional pode ajudar a gerenciar melhor as atitudes e solucionar problemas de forma mais tranquila. Ou seja, quando você é empático com a dor do outro, é possível buscar formas de resolver uma questão e até mesmo ajudar uma pessoa que precisa.

Além disso, a empatia pode melhorar as relações interpessoais e ajudar a criar mais conexões emocionais com outras pessoas. Como resultado, a vida profissional e a convivência com seus pares e colegas também será impactada positivamente.

Para isso, é necessário:

  • Ter uma escuta mais sensível;
  • Fazer contato visual;
  • Manter o diálogo empático;
  • Interpretar a linguagem não-verbal;
  • Ter abertura para críticas positivas;
  • Dar feedbacks humanizados.

Falaremos mais adiante sobre como o RH da sua empresa pode implementar essas ações no dia a dia da organização.

O que quer dizer “reciclar o lixo emocional”?

imagem de dois homens se abraçando sorrindo

Reciclar o lixo emocional significa dar um novo sentido ao sentimento e à dor, nos readaptando ao dia a dia, aos objetivos de vida e aos pensamentos. A priori, buscar o lado bom das coisas ruins pode parecer um pouco estranho, mas é necessário entender que o sofrimento não pode paralisar a nossa vida.

Da mesma forma, a culpa e a autocobrança não devem acompanhar o processo de quem busca reciclar o lixo emocional. Afinal, as situações vividas e os erros passados não podem ser reparados. O objetivo aqui é focar nas ações do presente para construir uma relação consigo mesmo mais leve.

Dessa forma, quando decidimos não retornar ao sofrimento, percebemos mais as possibilidades no futuro. Ou seja, ficamos mais conscientes das novas perspectivas e conseguimos alinhá-las aos objetivos e desejos. Certamente a dor não será ignorada, mas sim compreendida, trabalhada e transformada. 

Então, para chegar a esse objetivo, existem algumas táticas que podem ser usadas, tais como:

Pratique o autoconhecimento

O autoconhecimento é o primeiro para quem deseja se livrar do lixo emocional e fazer uma reciclagem por completo. Porém, essa prática deve ser diária e constante, pois envolve o desejo de olhar mais profundamente para si próprio.

Ademais, esteja aberto para sentir, ouvir opiniões sobre seu comportamento e conduta. Mas foque sempre na sua melhora e questione-se se as críticas emitidas por terceiros são construtivas ou não.

Desenvolva a inteligência emocional

Desenvolver uma consciência mais crítica sobre o que se sente pode ajudar o colaborador a enxergar não só suas emoções, como também o gatilho que as originou. Sendo assim, ao identificar as possíveis reações a uma atitude, logo de início, a pessoa poderá romper com esse ciclo e assumir uma postura diferente do que está acostumado.

Ou seja, pessoas impulsivas podem aprender a respirar antes de dar uma resposta ou ter uma reação negativa. Da mesma forma, é possível se posicionar sem parecer grosseiro. Essa dica vale não só para quem tem medo de expor suas emoções, como para pessoas que são reativas. 

Perceba-se em comportamentos negativos

Por fim, investigue os seus comportamentos negativos e identifique de onde eles surgiram. Perceba quando os utiliza e o porquê. Essas reflexões poderão levar você a respostas importantes, que te ajudarão a modificar um ciclo de atitudes negativas.

Como o RH pode auxiliar os colaboradores neste caso?

O RH possui um papel fundamental na identificação de comportamentos individuais que possam afetar toda a equipe. Além de garantir a produtividade dos colaboradores e acompanhar os objetivos da empresa, ele também é responsável pela comunicação entre as lideranças e os colaboradores.

Ou seja, para além das metas que devem ser alcançadas, o RH deve desenvolver ações que promovam o cuidado da saúde mental e física dos colaboradores. O setor deve considerar as pressões internas como possíveis causadoras de insatisfações, estresse e ansiedades no funcionários e promover atitudes preventivas.

Além disso, entender as particularidades de cada funcionário é essencial na promoção da empatia e do diálogo, algo tão importante nos ambientes organizacionais. Dessa forma, será possível buscar soluções para os problemas individuais e mitigar o lixo emocional.

Conclusão

imagem de uma pessoa encostando em blocos brancos com desenhos de sorrisos

Por fim, para se livrar de todo lixo emocional é preciso buscar atitudes e comportamentos diferentes do padrão já estabelecido. Certamente essa virada de chave não é tão fácil quanto se imagina, mas pode trazer muitos benefícios tanto para a pessoa que busca a mudança quanto para a empresa. 

Após ler esse artigo, o seu RH estará pronto para identificar as melhores ações e promover uma gestão mais empática. Se você gostou, compartilhe com outras pessoas. 

Além disso, confira outros conteúdos no blog do PontoTel

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