Gestão estratégica de pessoas – Saiba como desenvolver o melhor dos seus colaboradores

imagem de uma mesa de escritório, nela há quatro pessoas sentadas e, na ponta dela, há uma pessoa em pé. Aparenta ser uma reunião

Você sabe como a gestão estratégica de pessoas pode ser benéfica para sua empresa? Através desse tipo de gestão, sua empresa obtém resultados mais assertivos, que ajudam no desenvolvimento das equipes e a resolver e solucionar problemas futuros.

Esse tipo de gestão foca no máximo, mínimo, e nos pontos de melhoria dos colaboradores e da corporação como um todo. Com um leque de vantagens, que vão desde retenção de talentos até administração de gestão de crises, proporcionados por ações calculadas, a gestão estratégica de pessoas se tornou uma necessidade no mercado de trabalho. 

Por isso, separamos neste artigo tudo que você precisa saber sobre esse tipo de gestão, abaixo estão os tópicos que iremos abordar:

Aproveite a leitura!

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O que é a gestão estratégica de pessoas?

imagem de um homem de blusa xadrez azul apontando para o mapa mudi e, ao lado dele, tem uma mulher com uma blusa listrada

A gestão estratégica de pessoas é um meio que o RH e os líderes da empresa têm de analisar as deficiências de conhecimentos, habilidades e competências dos colaboradores que prejudicam a produtividade do time. 

A partir disso, é definido ações estratégicas para que se tenha uma melhora na entrega desses profissionais para contribuição organizacional alinhadas com o objetivo da empresa. 

Ou seja, essa gestão serve para que a empresa rastreie os pontos fracos que impedem o desenvolvimento e a produtividade do time e, como solução, trace um plano estratégico para fortalecer esses pontos de acordo com as necessidades e objetivos ou metas futuras da empresa. 

Melhorando, assim, simultaneamente, os resultados individuais de uma equipe ou colaborador em conjunto com os da companhia. 

O que esse modelo propõe para o dia a dia das organizações?

O modelo de gestão estratégica de pessoas propõe às empresas um meio de driblar os problemas com o engajamento da equipe, e outros fatores que podem prejudicar o bom funcionamento dos projetos e o alcance de metas da empresa. 

Esse tipo de gestão não somente rastreia o que há de errado, como também dá alternativas para consertar.  Além disso, ele instaura no dia a dia hábitos saudáveis e produtivos tanto para quem lidera quanto para o colaborador.

Qual a grande diferença do modelo tradicional para a gestão estratégica de pessoas?

A grande diferença entre a gestão tradicional e a gestão estratégica de pessoas, é que a segunda trata-se especialmente sobre a quebra de paradigmas e hierarquias. 

Uma vez que a gestão tradicional não mais se mostrava um atrativo para a Geração Y (Millennials), geração essa que é motivada por desafios, mudou e moldou um novo modelo de mercado de trabalho, o qual prioriza propósitos inovações e são adeptos a  quebras de hierarquização prezando pela transparência e equilíbrio de vida pessoal e profissional.

Para atender essas demandas, foi-se necessário criar uma nova gestão, a qual se tornasse mais flexível e tivesse uma comunicação mais eficaz, que estreitasse os laços entre empregado e empregador, deixando de lado a ideia de que se tem “um líder e um subordinado”.

Quais os pilares da gestão estratégica de pessoas?

imagem de um grupo de jovens unindo as mão, uma sobre a outra

Para que esse tipo de gestão funcione, é necessário que se tenha uma boa estrutura, organização e embasamento ao aplicá-lo, caso contrário, não trará resultado algum para empresa, podendo até surtir efeitos contrários aos esperados. 

Uma vez que a gestão estratégica de pessoas tem, por uma de suas finalidades, a melhoria da estruturação de um time, é passível que, para aplicá-la, tenha que se ter bons pilares que a fortaleçam.  

Separamos abaixo, os cinco pilares mais importantes para uma boa gestão estratégica de pessoas, veja só: 

  •  Motivação

A motivação de funcionários é uma peça chave para realizações de bom projetos e, ao contrário do que se pensa, não é somente por meio de aumentos salariais e ajudas de custo que se fortalece a motivação de um time. 

Com um plano bem desenvolvido de gestão estratégica de pessoas, é possível que o líder ou RH consigam achar o que, além da bonificação, motiva seu empregado ou equipe. Não que o aumento salarial não seja um bom meio de motivá-los, contudo, há pequenas ações que podem prolongar a motivação de um funcionário. 

Essas pequenas motivações podem ser várias: feedbacks construtivos mais sinceros e com mais frequência, flexibilização de horários, ceder folgas quando algum projeto atingiu sucesso, alinhamento de valores pessoais com os da empresa e etc.

O que deverá ser feito com paciência nesta etapa, é: verificar quais motivações funcionam com cada um de seus colaboradores e compreender o porquê disso acontecer. Assim, que as razões e as motivações de cada funcionário estiverem claras, o encarregado dessa gestão deve colocá-las em prática.

Em consequência, a produtividade de ambos, empresa e colaboradores, irá aumentar. 

  • Comunicação clara e assertiva.

Não haverá harmonia entre os objetivos dos colaboradores e empresa, se não estiver estabelecido um meio de comunicação claro e transparente entre ambas as partes. Além de tornar o ambiente de trabalho mais saudável, manter uma comunicação assertiva com sua equipe permite que a margem de maus entendidos entre o time e seus objetivos diminua. 

Contudo, temos que ter em mente que, ter uma comunicação clara e assertiva,  não é somente espalhar uma informação ou fazer reuniões sobre projetos iniciados com sua equipe, e sim estabelecer uma cultura de feedbacks claros para seus colaboradores, mostrando seus objetivos, pontos negativos e positivos e etc. 

Esse tipo de comunicação, não é voltada somente para a mera distribuição de mensagens, mas também para a melhoria e desenvolvimento da equipe ou trabalhador. Facilitando assim, o trabalho de uma toda equipe. 

  •  Trabalho em equipe

Em conjunto com a comunicação, o trabalho em equipe é essencial para um bom empreendimento. O que parece ser algo fácil, na verdade, caso o gestor estimule a competitividade e individualidade do processo, pode se tornar um pesadelo para a equipe. 

O trabalho em equipe é um ótimo jeito do trabalhador visualizar o projeto como um todo e os impactos gerados em todos os setores por um trabalho bem feito, quebrando assim com a visão individualista voltada para o setor próprio. Além de gerar outros benefícios para a empresa, como um aumento na produtividade. 

Para impedir qualquer estranhamento ou problemas nas realizações e prazos de entrega, é de bom tom que a empresa tenha um interação e reuniões entre setores distintos de um mesmo projeto, para que se estabeleça uma comunicação assertiva entre as equipes e discussões saudáveis. 

O gestor tem de ter em mente que, além de coordenar as expectativas do grupo com os objetivos da empresa, ele tem de ficar atento com qualquer vestígio ou indícios de competitividade entre os setores, uma vez que ela não somente prejudica o projeto trabalhado, mas também afeta o clima organizacional.

  • Treinamentos

Os treinamentos são sempre muito bem vindos quando falamos sobre otimização de habilidades e conhecimento sobre a área. Além de ser um meio da empresa “investir” em seus funcionários e pode ser um atrativo para novas contratações, além de reter talentos e diminuir o absenteísmo e turnover. 

Os treinamentos devem estar coordenados com as metas – alcançáveis e realistas – que a equipe e a empresa têm de bater e, ao mesmo tempo, tem de fortalecer os pontos que deixam a desejar para que os funcionários tenham uma melhor performance e cresçam profissionalmente. 

  •  Desenvolvimento pessoal e profissional 

A necessidade de criar um outro tipo de gestão se deu, como explicado anteriormente, a partir do momento em que os Millenials começaram a surgir no mercado de trabalho, por conta disso o topico “desenvolvimento pessoal e profissional” andam juntos, uma vez que a Geração Y procura pelo equilíbrio de ambos no mercado de trabalho. 

E o melhor jeito de garantir que os funcionários consigam esse desenvolvimento é por meio de investimentos, os quais se refletem na vida pessoal dos organizadores, como: treinamentos e benefícios

Ambos, são dois meios eficientes de promover o desenvolvimento. Os certificados dos treinamentos podem trazer maior reconhecimento para o profissional no mercado de trabalho, além de incrementar seu currículo, fazendo com que ele se torne um profissional único e bem desenvolvido para empresa. 

Já os benefícios, podem ser diversos: plano de saúde, vale transporte, vale refeição, contudo, um outro meio de incentivar um desenvolvimento pessoal dentro de uma empresa é aplicar aumentos de salários conforme o colaborador se especialize na área  e que façam jus à sua posição acadêmica. (pós-graduação, doutorado e etc).

Qual a importância de uma gestão estratégica de pessoas?

A gestão estratégica de pessoas, pode ser considerada como uma vantagem competitiva e aumento na satisfação pessoal dos colaboradores, assim que entendem melhor suas tarefas e conseguem estabelecer uma relação saudável com todo time. 

Uma empresa que adota a gestão estratégica, acaba por ajudar a diminuir o risco de seus funcionários se sobrecarregarem e, eventualmente, desenvolverem a Síndrome de Burnout, uma vez que se tem feedbacks e canais de comunicação efetivos.

Quais os benefícios de uma gestão de pessoas estratégica?

Os benefícios de uma boa gestão estratégica de pessoas, são vários! 

A gestão estratégica pode impactar em todos os setores de sua empresa, por isso é de extrema importância que ela seja bem feita e com boa estrutura focada nos pontos fracos e necessitados de um time, com intuito de uma melhoria na desenvolvimento da produção e do colaborador. 

Separamos abaixo, quatro tópicos vantajosos que a adoção dessa gestão pode causar:

  • Contratações assertivas

Um dos benefícios que a adoção de uma gestão estratégica de pessoas traz, é a maior assertividade nas contratações. A melhora nas contratações acontecem no período de seleção, no qual há uma busca maior por perfis que conversem com o fit cultural da empresa. 

E isso, se torna somente uma possibilidade quando os gestores ou RH, procuram saber se o candidato está devidamente preparado e alinhado com os objetivos e metas da empresa. Caso a resposta for positiva, então, há menos chances dele se desmotivar em pouco tempo, o que acarreta na redução do turnover. 

Além disso, há o estabelecimento de estratégias, como treinamentos e onboarding, para integração do funcionário com as normas da empresa. 

  • Reduz turnover

Como brevemente explicado no tópico anterior, a gestão estratégica de pessoas ajuda a redução do turnover, não somente por causar contrações mais alinhadas com o fit cultural. 

Mas também, por conseguir proporcionar feedbacks assertivos com apontamentos direcionados ao melhoramento da equipe ou indivíduo, faz com que o funcionário consiga entender com mais clareza sua proposta e se mantenha motivado.

Outro fator, é o investimento indireto da empresa em seus funcionários com treinamentos, palestras e workshops são grandes razões para que se retenha talentos, uma vez que grande parte dos funcionários se desenvolvem, com mais facilidade, o sentimento de pertencimento empresa aumenta, diminuindo, assim, o turnover negativo.

  • Melhor alinhamento

Com uma comunicação mais clara e transparente proporcionada por esse tipo de gestão, e sendo usada desde do momento de seleção de candidatos, há um melhor alinhamento de todo um time sobre as suas obrigações e projetos. 

Com reuniões periódicas entre times e exclusivas com funcionários, para que se discuta os objetivos e importância de todos em cada parte do projeto, feitas com frequências e inseridas na rotina da empresa, dando uma direção para todos, é normal que se obtenha um melhor alinhamento de todos colaboradores com as metas futuras e alcançáveis da empresa. 

  •  Visão do RH facilitada

Quando um time tem suas metas definidas, facilita para que o RH tenha uma visão mais ampla das necessidades da equipe e da empresa, além dos problemas que pode vir a  enfrentar ou o que fazê-los para evitá-los durante sua gestão. 

Por conta dessa facilitação, se torna mais viável a visão da empresa como um todo para o recursos humanos. 

Assim, ele consegue administrar erros ou problemas referentes a empresa que antes, enquanto o time não tinha uma comunicação clara, não tinha tempo para analisar, prevendo assim, por exemplo, crises e a necessidade de uma gestão de crise.  

Por onde começar uma gestão estratégica de pessoas?

imagem de um grupo em uma reunião, em cima da mesa há post its

Antes de falarmos por onde você deve começar uma gestão estratégica de pessoas, é de suma importância que fique claro que esse tipo de gestão é o resultado de um conjunto de ações. 

Portanto, para que ela funcione bem e mantenha dando resultados, é necessário que se trace um planejamento com tudo que precisa ser melhorado na empresa. 

Com isso em mente, o melhor jeito de começar a fazer alguma mudança na empresa, é pela base, melhor dizendo, pelos funcionários. Essa ação pode ser concluída com treinamentos ou cursos que visem a capacitação e o reforço de habilidades de cada colaborador em sua devida área.

Após isso, a pessoa encarregada pela gestão, deve maximizar o olhar, focado nos outros pontos fracos de sua gestão, e então começar a traçar um plano de ação para resolvê-los da forma mais assertiva possível. 

Qual o papel da liderança na gestão estratégica de pessoas?

O papel da liderança é viabilizar a gestão estratégica de pessoas, e tornar alcançáveis os objetivos proporcionados pela mesma.

O líder precisa acompanhar de perto o desenvolvimento dos colaboradores durante a gestão, e prestar atenção para o surgimento de qualquer tipo de empecilhos, como: rivalidade entre times, não compreendimento dos projetos e outros conflitos que dificultam o progresso da mesma. 

Ele também é responsável pela manutenção da saúde do clima organizacional, que é um dos aspectos importantes para a instauração desse tipo de gestão. 

É de suma importância para os resultados que o líder faça sua gestão corretamente, ou seja, ser imparcial com suas escolhas e na delegação de atividades, adoção de feedbacks construtivos, não causar intimidação por sua posição elevada e manter o equilíbrio no relacionamento do time, são atitudes vitais para uma boa gestão, sendo ela estratégica ou não. 

E o papel do RH?

O papel do RH, nesse caso, é a chave dessa gestão, pois muitas das vezes, ela é conduzida pelos recursos humanos. Ter um RH estratégico pode proporcionar uma maior rentabilidade financeira com mais facilidade, acelerar o processo de crescimento de uma instituição e, até mesmo, se tornar um valor competitivo entre empresas. 

Conclusão 

Mesmo que a gestão estratégica tenha surgido com o ingresso dos Millennials no mercado de trabalho, até os dias de hoje ela se torna necessária para gerar grandes vantagens para a empresa. 

Além dos benefícios, ela pode se tornar uma aliada em momentos de crise. Sendo na hora de preveni-las ou na hora de resolvê-las, a gestão estratégica de pessoas vem para auxiliar. 

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